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6 de dez. de 2009

RBR - Parede da Odonto

No segundo semestre de artes, eu comecei a andar e conversar sobre arte com Roferr e Bill. A característica que tínhamos em comum era o desenho, então formamos uma parceria. Uma colega nossa nos indicou para a realização de um projeto que estava sendo encabeçado pela turma de odontologia na UFES. Uma pintura de um mural que ficaria em uma das salas.
Aceitamos o convite e marcamos com Thomás, que era um dos estudantes de odonto que estava à frente do projeto.
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1º Dia
Chegamos lá, conhecemos o projeto e traçamos o que iríamos fazer: Um pergaminho gigante em um fundo celeste com uma frase que achamos que teria a ver com o objetivo da sala. No pergaminho entraria o logotipo da odontologia.
Trouxeram-nos o material e começamos a trabalhar o fundo. Enquanto um misturava tinta outro já ia desenhando as linhas do pergaminho. Conseguimos dividir o trabalho bem democraticamente e ganhamos lanche. Conseguimos pintar todo o fundo e o pergaminho liso. Como estava chovendo muito neste dia, não fomos embora tão tarde e deixamos do jeito que estava para terminar na outra semana.

2º Dia
A partir do que já tínhamos feito. Chegamos cedo no outro dia e agilizamos as letras e o logo do curso. Demos uma arte-finalizada em todo o resto e deu tempo de se atentar a detalhes. No final decidimos por uma assinatura só para os três, RBR.
Eu estava muito satisfeito com o resultado final. Este era o primeiro trabalho que eu fazia neste nível, e ficou muito bom. Este seria o primeiro de outros que eu viria a desenvolver, agora com mais técnica e experiência. Não cobramos por esta pintura, o que valeu aqui foram os créditos por atividades extra curriculares e, claro, a parceria que iria além das artes plásticas.

7 de set. de 2009

Kid Eliezer

Não acredito que encontrei este desenho... Histórico. O original eu entreguei ao próprio e ele colocou no Orkut na época. Uma amiga viu e salvou antes que ele tirasse e deixou armazenado no computador até então. Por ironia do destino, ela se tornou a minha caloura e reconheceu o meu traço. Obrigado, Aninha ;)

Na época em que eu fazia PUPT (Projeto Universidade para Todos), eu tinha um professor de história bem exótico, Eliezer Brasil (Sim, o certo é com Z). Este professor não era só conhecido por seus jargões, como: "Seus hereges", "queimarás no fogo do inferno" e "serás condenado com a morte", mas também por uma punição bem diferente para aqueles que chegavam atrasados nas suas aulas. Ele simplesmente mandava subir na mesa do professor e rebolar até o chão, chão, chão, chão, chão...
Certa vez, já me preparando porque tinha que chegar atrasado, resolvi fazer uma carta assinada pelo Dom João (matéria em que a gente estava estudando) justificando o meu atraso e colocando no final "Deixe Don Leonard ir para seu lugar ou serás condenado com a morte". Com esta carta (engraçadinha), eu esperava que ele me deixasse passar desta vez. Ele gostou da carta e leu pra sala inteira, mas não deu certo. Ele me fez subir em cima da mesa e rebolar. A partir daí ele passou a me chamar de Dom Leonard.
Na outra semana, resolvi fazer uma brincadeira. Fiz uma caricatura dele e coloquei em um cartaz de procurado, como o cumprimento da promessa de Dom João "(...) serás condenado com a morte". No cartaz eu assinei como Dom Leonard e o condenei por práticas de heresia (Já que era a marca registrada na fala dele). Do lado eu escrevi um de seus jargões: "Não jogue este impresso em vias públicas... Ou serás condenado com a morte". Feito isto, tirei várias xérox do desenho e saí espalhando pelo CCJE antes de o professor chagar. Alguns amigos altos me ajudaram a colar em certos lugares onde ele não conseguiria tirar.
Quando ele chegou, eu estava quietinho na sala, mas me disseram que ele morreu de rir e iria me matar. Na hora da sua aula, ele me chamou na frente da sala e, surpreendentemente, pediu uma salva de palmas pra mim. Na sequência, ele me pegou pelas pernas, me levantou nos ombros, saiu correndo comigo e me jogou em uma moita no jardim (riam). Quando eu voltei pra sala, limpando a grama das costas, ele me deu um bombom e disse que adorou o desenho.
Fiquei o ano inteiro sendo chamado de Dom Leonard e os cartazezinhos de procurado rapidamente desapareceram das paredes, pois todo o mundo quis levar pra casa. O último que eu tinha visto e durou mais tempo foi na pró reitoria, onde colocaram no quadro de avisos interno. O desenho original eu entreguei ao Eliezer e, depois deste episódio, eu comecei a fazer uma série de desenhos pras minhas amigas do PUPT e umas caricaturas pra uns outros professores. Mas nenhuma foi tão marcante quanto esta.
Esta marcou a primeira intervenção neste gênero que eu faço, antes mesmo de ter esta intenção. Só fui fazer outra parecida em um acontecimento mais pra frente, que me fez retomar a idéia. Quando meu portfólio, misteriosamente, "sumiu"... Mas isto quando eu já estava nas Artes.