Mostrando postagens com marcador Ligas de Heróis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ligas de Heróis. Mostrar todas as postagens

29 de dez. de 2010

LHA - Infinito (Direito de Resposta)

Olá, amigos! Estou aqui para fazer justiça. Quem acompanhou o blog, especificamente a minha saga por Ligas de Heróis, viu que eu expus aqui um dos meus inimigos (É, ando colecionando arque-inimigos... Vida de herói não é fácil). O Infinito. Até então, Infinito foi mostrado como o vilão, mas este é (ou era) o meu lado da história. Não seria nada justo se eu não mostrasse o dele, não acham? Então pedi para que ele expusesse o que ele pensa em cima disto tudo para eu aqui publicar. (O que ele fez em agosto de 2009... Ele até deve ter esquecido, visto que eu estou digitando isto em dezembro de 2010 =P... Perdoem-me).
Então, sem mais demoras, A saga de Infinito, por Infinito.

Grato ao Rapman pela oportunidade de ouvirem meu lado da história. Sim, sou culpado várias vezes, mas não sou o “herói de Capa que deseja o mal á LHA”.
Infinito já tem 2 anos. Na net nasceu 12 de março de 2007. Estou surpreso como o tempo voa. Nunca fiz nada mais que alguns desenhos e fichas dele... Estou surpreso como fui tão improdutivo com algo que gostei tanto de criar.
Devem ter notado, ao menos aqueles que chegaram a pegar meu material escrito, que eu tenho pretensões editoriais e autorais com o personagem. Ele possuía histórico, eventos, galeria de vilões, evoluções e tudo o mais. Aquele Infinito que ingressou o JCB era apesar da pouca idade, talhado por algumas decepções, mas ainda com ideais inalcançáveis e idílicos de um super-herói.

Então, ele É um cara chato. Certinho, fazendo tudo pelas regras, como se vivesse no UDC. Claro, bateria de frente com os heróis que levam a vida na Flauta, mas era para ser "pontos de vista", não rixa pessoal. Detesto supergrupos anos 90 que todo mundo se parece, fala igual e só muda os poderes.
Mas vamos para fatos então. Começou na "Guerra Civil", como Rapman aponta em sua HP pessoal, mas não vejo exatamente assim. Houve a divisão, realmente poderíamos trabalhar isso. Só que o público que estava pegando a saga parcialmente achou que o Homem-de-ferro era um Doutor Destino de vermelho, e não um herói que se pesava em cada decisão que tomava, mas consciente que era o certo. Mas nem culpo o público, já que mesmo os roteiristas perdiam a mão e tratavam o Tony Stark como um malfeitor qualquer. Na minissérie em si e na revista do homem de Ferro isso era claro. Nas “satélites”, mostravam outra coisa.
EU tratei de expor tudo isso à Caçadora quando ela trazia as primeiras idéias da Quest. Então, começou a saga definitiva. Deixe-me introduzir a trama antes de tudo desandar:
Antes do conflito, Infinito abandonou a Sede do JCB e buscou o Homem-de-ferro em pessoa e mostrou-se inconformado com a forma que ele impôs o registro, mas que ele concordava com a idéia de heróis se apresentarem e serem devidamente treinados e responsabilizados. Mas apesar de Infinito ter pedido ao grupo paciência enquanto ele tratava disso, Marvel-lad instigava os demais para embarcarem antes da ofensiva do lado contra-registro. Infinito se registrou, conseguiu acordos, mas voltou para uma base vazia.

Eu ADOREI isso! É drama pessoal, sentimento de culpa e traição! Muito potencial de crescimento!

Na época, ainda era dono do Perfil do Randon, que usei para divulgar a saga "A Libertação de Randon" (ainda em curso) e por isso permiti que ele ingressasse. Nota, a Saga ainda estava em andamento, logo, Randon era ainda um vilão (e confessou em particular que só esperava a chance para trair Infinito).
Mas o que houve foi um problema com o Marvel. Quando meu personagem, agigantado por estar de posse do cinturão do Dr. Phyn (que era prisioneiro dos anti-registros... Eu avisei que era o que estava acontecendo com a HQ) ele decidiu que iria amarrar meus pés para me fazer tropeçar! Acho que ele não viu em minha ficha que eu... VOAVA! Alias, narrei que estava flutuando quando cheguei!
Sua ação seguinte foi tentar encher meu ouvido agigantado de pedras... Eu entenderia atirar pedras em super-velocidade, tentar me soterrar, mas por pedras em meus ouvidos? E eu tenho aura de Campo de força! Meus orifícios não ficam expostos assim. Mas até então ele estava na linha de argumentação. Foi quando ele falou de um poder obtuso que ele vibrava e criava um vórtice dimensional e arremessar todos nesse lugar. Ele sacrificaria sua própria vida fazendo isso, por isso eu tinha de aceitar.
Foi Randon que havia copiado o poder de Thor, que falou que ele podia viajar entre dimensões, iria retornar em pouco tempo. E então, o tempo fechou.
Marvel, acredito eu, que pensava que eu jogava com os dois personagens e começou a atacar na quest mesmo nós dois. Randon ainda brigou um pouco, mas eu fui imediatamente anunciando minha saída dela. Ele estava descontrolado, e eu não iria mais participar. Declarei que estava prezo na tal dimensão maluca dele.
A Caçadora, que organizava a aventura, estava por motivos pessoais afastada do ORKUT. Então, ao voltar viu aquela lambança, mandou-me mensagens dizendo que "Não me reconhecia mais", e abandonou o JCB. Entrava sempre que alguém comentava algo sobre ela ou a quest, ofendia alguém, e depois se descadastrava. Eu ainda estava surpreso com aquilo, me vi forçado a banir todos os vários perfis que seu dono tinha.
O Caos estava instaurado. O clima fechou com as brigas de Randon, Marvel, e dos rompantes da Caçadora. Eu quando tentava defender só piorava mais, e admito fui levado pela baderna.
Então, num "ato de paz", decidi fazer a continuação desta fatídica saga. Estava crente que o Marvel jamais entraria em nada que eu fizesse... Então minha surpresa quando ele se cadastrou foi tremenda! Mas achei que era meio que um Pedido de desculpas. Informei que com seu ataque suicida causou um debandar (ele não poderia escolher quem ia sendo tragado ou não por seu vórtice). Aqueles que não entraram na Saga estariam teoricamente lá. Os que estavam, ficaram tão ocupados defendendo os contra-registros dos Estados Unidos que se esqueceram do Brasil.
Havia montado toda uma trama por volta disso, Infinito, ferido e humilhado, cumpriu seu acordo com Tony Stark e encabeçava uma nova JCB pro-registro. Rapman tentava recuperar sua cidade, sendo amplamente aceito por seus cidadãos e usava sua cidade como arena. O novato Rubro-negro se situava nesse grande esquema. E Marvel, anacrônico, tentava ver o que ocorreu.
O objetivo era retomar o país. Deixei claro que (com exceções como a Werra) os JCBs falsos eram falastrãos bem-intencionados e que eles não eram simplesmente vilões a ameaçar o mundo. Aquilo iria determinar o retorno do JCB velho. Adequei até os delírios do Marvel que ele tinha ido para o futuro onde Infinito destruiu o mundo e se arrependeu (?!?). E concluímos com novos vilões, um grande evento para nossa cronologia, e uma boa desculpa para não pularmos nos pescoços uns dos outros, deixando para traz as Guerras da primeira guerra Civil.
Mas ainda havia um tópico onde vez por outra escrevia-se coisas que não queriam. Para evitar pioras, eu e Combustão nos revezávamos deletando o que fosse inapropriado. Marvel achou por alguma razão que deletávamos mais coisas dele do que dos outros. Foi aí que ele criou a LHA.
Nesse ínterim, a Caçadora voltou, e perguntou "o que tinha acontecido na "Guerra Civil I". Pois é... Ela simplesmente assumiu que eu era o culpado e passou a me atacar. Fizemos as pazes um tempo depois.
Um a um, os novatos se juntaram à LHA. Houveram incidentes tipo "tramas para um destruir o outro" dos dois lados, coisa que eu nunca estimulei. Mas então o Combustão dava sinais que iria para o "lado" do LHA. Eu disse: "Que pena, mas tudo bem... só me passe o canal para ter alguém moderando aqui". Nada mais justo, já que nós dois fundamos a comunidade, e ele era o proprietário porque à época não sabia mexer no Orkut.
Ele brigou comigo e com Randon, algo como uma "piada" on-game que ele usou "Jhonatas" ao invés de "Combustão" então tava ofendendo a pessoa dele e não o personagem. Não lembro bem... E ele me tirou a Moderação! Ficamos muitos meses com uma comunidade na mão dele que ostensivamente estava "de mal" de quem estava lá. Houveram pedidos de todos para que ele me passasse o JCB, não só meus, mas daqueles que continuaram JCB, mas eram sumariamente excluídos.
O ponto mais baixo foi quando ele excluiu tudo o que eu e Randon escrevemos. Os meus eram de menos, eram links externos e eu mesmo exclui depois com raiva. Mas Randon fez uma história - simpática e cheia de erros de português - e postou lá. Ele sentiu muito aquilo, e pouco depois abandonou o Orkut e o RPG.
Quando enfim eu recuperei o JCB já não tinha mais ânimos nem pessoas para andar. Admito, Marvel e Combustão são muito mais carismáticos que eu. E enquanto estes tinham uma comunidade pulsante, a nossa estava parada, parte por desânimo, parte porque tópicos inteiros eram excluídos impedindo qualquer diálogo que pudesse fermentar idéia de aventuras.
Para ser justo, no meu relato omiti algumas coisas mea culpa por não lembrar cronologicamente oque houve.

O Funeral
Sim, foi um desenho que fiz em um momento depressivo da campanha. Estava na época crente que não tinha volta. Foi um erro, não com os "mortos", mas com o Rapman. Passou uma mensagem errada, e peço desculpas. Este foi completamente sem noção.

JCB ELITE
Eu fiz no começo para separar aqueles com alguma maturidade. Ele é muito anterior ao LHA e à minha perca da moderação do JCB. Depois que quis que fosse um lugar para reiniciarmos o JCB quando Combustão começou a limar tópicos e material. Infelizmente não fui rápido o suficiente, e aqueles "do meu lado" não tinham ânimo para essa brincadeira. Meus “atos de guerra” - Bani quem entrava e saía só para bagunçar. Foi o caso da Caçadora, que no final se "aliou" a mim quando percebeu que nem sabia o porquê da briga. Marvel jamais chegou a ter punição mais grave que exclusão de replies ofensivos, mas todos sofreram isso, mesmo o Randon. Teve outros que bani também, mas nunca foi "você está banido por ser do lado do Marvel".

Fakes
Tive um perfil falso, e cheguei a entrar no LHA. Coisa que me arrependo, pelo nível de infantilidade. Mas jamais me manifestei lá. Só lia coisas quando a comunidade era bloqueada. Mas soube de gente que era banida porque suspeitavam que fosse eu. A "Morthe".
Pelo que ela me contou, haviam começado uma quest, ela se ofereceu para participar, mas negaram pois já estava em andamento. Pouco depois, entrou um novo membro e pediu para ingressar na mesma aventura e eles aprovaram.
Quando ela finalmente entrou em uma quest, ela disse que atacou o vilão de um dos outros e eles disseram que não podia. Que ela tinha que criar seu próprio vilão para bater nele. Poucas horas depois ela foi banida do LHA.
Bem, não conheço ela, vou dar o benefício da dúvida que tenham exagerado... Mas recentemente admitiram que ela foi banida por pensarem que ela era eu. Se ela estiver ativa no Orkut (eu mesmo não estava), sugiro que peçam desculpas se realmente “Ser Infinito transvestido” foi mesmo a única coisa que provocou seu banimento.
_
Minhas Intenções
Ócio. Puro e simples. Pretendo zerar a cronologia do Infinito agora que ele integra o cenário do ultimato (que também nunca foi para frente). Mudei de personagem no RPG de supers que participo hj, então qualquer coisa que me force a Pensar como o Infinito é bem-vinda.
Se não aprovarem meu ingresso não vou morrer por isso. Mas também não tenho também pretensões de criar flamewares, ou pegar cargos para deletar ou bagunçar quests. Só não peçam para eu assumir a culpa integral pelos feitos do passado. Estão expostos aí, bola para a frente, eu já mostrei que gosto de escrever e produzir, só quero mesmo uma musa. Será que reencontro a musa aqui?

Então, digníssimos. Estão aí dois lados diferentes da moeda. Claro que esta moeda poderia ter três lados... Por que não quatro? Mas só com estes dois dá pra formar uma opinião. No final das contas, a vida não é como uma novela, onde você sabe exatamente quem é o herói e quem é o vilão. A vida é formada por pontos de vista. Neste contexto, Infinito havia retomado contado com a LHA (O que explica o subtítulo "Minhas intenções"). Agora, se a equipe aceitou novamente o antigo membro são cenas para os próximos episódios...

LHA - A Volta da Caçadora


A LHA estava vivenciando um período tranquilo, com algumas quests e aquela coisa toda. Um membro novo surge bastante animado (já vi esta história antes). Seu nome era Hassassin. O jeito de escrever, a criatividade, a ironia e até o formato desta personagem não disfarçou muito bem. Eu desconfiei quieto no meu canto. Mas nem precisou ninguém dizer nada. A própria me enviou um depoimento avisando que era a Caçadora, e que se revelaria no decorrer da aventura. Deixei acontecer. Parecia que o negócio ia ficar interessante.
_
A revelação
Como foi de se esperar, quando esta tal Hassassin se revelou ser a Caçadora (a propósito, com uma criatividade narrativa muito boa), muitos dos membros se mostraram receosos. Acabada a aventura, tínhamos uma decisão: expulsar a Caçadora ou aceitá-la como um novo membro. Nos reunimos no Tribunal LHA e começamos a discutir sobre isto. Todos chegamos a uma conclusão. Caçadora estava sozinha agora (sozinha no sentido de não tinha o que fazer), e a comunidade estava bastante fraca. A criatividade da Caçadora só tinha a enriquecer a Liga. Sinceramente, Caçadora foi um dos membros que mais contribuiu para o crescimento da JCB (apesar de ter sido um dos membros que mais contribuiu para a sua destruição). Tudo o que precisávamos era esclarecer exatamente quais seriam as condições para que ele ficasse (qualquer princípio de confusão, tchau!). Éramos quase unânimes em deixar ela voltar. Só um era radicalmente contra. Garoto Marvel.
_
A resistência do Garoto Marvel
Com a entrada da Hassassin, e um pouco antes deste acontecido, Garoto Marvel tinha me pedido a posse da comunidade novamente. Parece que ele previa o que estaria por acontecer. Uma vez sendo o dono inquestionável da bagaça toda, ele vetava a entrada da heroína. Por alguma coincidência, neste período aconteceram várias coisas. Tópicos sumiram, Uns membros foram hackeados e teve aquele episódio da Liga de vilões. Só que um membro percebeu uma coisa que ninguém mais tinha percebido, essas coisas só aconteceram depois da posse do Garoto Marvel. Então colocamos ele contra a parede (Caçadora só quieta no canto dela, esperando o veredicto). Os membros criaram uma campanha pra eu voltar a ser o dono da comunidade e, depois de muita discussão e um "vocês vão se arrepender", Garoto Marvel me entregou a comunidade de volta e abandonou ela de vez. Comigo novamente na direção, nós aceitamos a Caçadora como membro.
Contrariando as estatísticas, ela estava lá só pra se divertir mesmo. Participou de altas quests com a gente e não houve nenhum princípio de confusão. O Player dela era um cara muito inteligente (Eu já cheguei a mencionar que Caçadora na vida real era homem? É, ficamos todos assustados com isto...) e sabia de tudo sobre quadrinhos. Conversamos muito sobre Marvel pelo MSN. O único problema da Caçadora... Era essa mania dela de sumir... Volta e meia a heroína desaparecia da comunidade e do mundo dos super-heróis. Mas voltava denovo. (ou não)

6 de dez. de 2009

LHA - Liga de Vilões


Nossa, quanto tempo sem postagens, em... Fico até nostálgico em tirar este blog das moscas. Segue aí mais um texto sobre um fato que estava guardado aqui nos rascunhos do blog. (Na verdade, eu só tinha escrito as seis primeiras palavras)


A Legião dos Heróis da América (a partir daqui tenho que forçar a memória XD) era uma comunidade em crescimento. Cresceu, cresceu, cresceu... E parou. Como uma montanha que atinge o seu ponto máximo. As histórias estavam se saturando e os membros cansados.
Em um dado momento, fomos atingidos de surpresa por um fake do Orkut. Um tal de Hip-hop Man (Criativo, não?) Mas ele não veio sozinho. Chamou a gangue toda pra entrar em guerra contra a LHA. Esta era a Liga de Vilões.

O ataque
Este foi um golpe covarde que nos deram. Como pegaram no susto, não foi da hora pra outra que conseguimos nos organizar denovo. Alguns estavam bastante animados, porque era uma amoção nova depois de muito tempo. Outros, como eu, estavam preocupados, porque não parecia bem uma "brincadeira pra descontrair".
Pra começar, eles hackearam um dos nossos integrantes para passá-lo para o lado deles. Não tive dúvidas, excluí todos da comunidade e (obviamente) não aceitei como amigos. Eles tinham uma comunidade moderada. Enviei um espião até lá para ver o que discutiam. Só que não descobri nada... Só o perfil de cada integrante e que eles estavam percorrendo em várias comunidades de vilões buscando novos adeptos. Garoto Marvel já tinha deixado a comunidade, era eu quem estava tomando conta agora.
Sabe como vencemos estes caras? No gelo. Simplesmente não atacamos nem respondemos nada. "Mas ah, vocês não eram uma liga de super-heróis que combatiam super-vilões?" Sim, mas dentro do mundo virtual. A minha vida social não tinha nada a ver com esta história e eles estavam ultrapassando esta barreira. Eu não estava na época e não estou hoje disposto a arriscar o meu perfil no Orkut em troca de uma brincadeira. Com o tempo, eles simplesmente... Sumiram.
_

(Não, não tenho imagens disponíveis... Sinto muito. Faz muito tempo que isto aconteceu. Tente voltar aqui no ano que vem_Isto é, depois de amanhã XD)

A conversa entre nós era que esta gangue de vilões (nãããão... Gangue de mocinhos) seria um preâmbulo (nossa, que palavra bonita... Vou usá-la mais vezes pra ela se tornar minha) de uma volta do Infinito e Caçadora. O que de fato vai acontecer mais pra frente... Mas não do jeito que nós imaginávamos até agora.

The Rapman Book

Chegando ao final do semestre um trabalho diferente foi proposto como trabalho final de história da arte II. A proposta seria um vídeo com o tema "você como artista". Nunca tinha trabalhado com vídeo antes e a experiência foi bem legal. Consegui encontrar trabalhos muito antigos meus e fiz a cronologia de todas as minhas linhas de desenho até chegar aonde eu cheguei. O resultado final ficou muito bacana e eu gostei muito. Se eu fosse emo choraria toda vez que eu visse. Este vídeo é praticamente a minha história. Vejam e se emocionem.

http://www.youtube.com/watch?v=iZ2DtjHrssA

23 de jul. de 2009

Legião dos Heróis da América - LHA

Depois de algumas brigas na antiga liga de heróis, Garoto Marvel e Danispider saíram dos Jovens Campeões para formarem uma nova liga de super-heróis, a Legião dos Heróis da América - LHA. Logo que formaram a liga, me convidaram para participar, pois eu era bem amigo dos contra-registro. Mas eu não queria assumir um lado na guerra, preferi me manter em cima do muro, participando das duas comunidades. O início da liga foi meio conturbado, pois estávamos nos concentrando em uma briga interna, e não em quests. Semelhante a um jogo no qual você já começa na ação.
_
JCB ELITE vs LHA
O herói de capa não aceitava uma outra liga além da dele, então, neste momento, acabou sobrando para mim. Ele me colocou junto aos renegados, me excluiu da JCB - Elite e fez um desenho colocando os heróis que ele sentia ódio, "O Funeral". Se tratava de um cemitério com os túmulos personalizados, sugerindo cada herói que "traiu" a ele. Em um dos túmulos, que era o único ainda aberto, ele colocou um boné dentro e o meu símbolo (Um "R" com uma seta) na lápide, simbolizando a incerteza da confiança em mim.
Quem pode acompanhar, viu que Infinito chegou a um ponto que dava medo. Não se restringia mais ao personagem e todas as ofensas e insultos a partir de então eram voltadas para os players. Ele tinha um fake, que era o Vox. A partir deste fake, ele ameaçava seriamente os "heróis renegados", chegando a intimidar Tecnopata colocando uma foto da sua casa no Orkut e aparecer em carne e osso na frente do Combustão de dentro de um carro, segundo o que fui informado. Isto fez com que os players na vida real se unissem de verdade para se defender do Infinito, que estava verdadeiramente perigoso. Um pouco antes disso, Kenan (novo integrante do lado da LHA) tinha criado uma comunidade para chamar o lado do Infinito pra briga, o que foi totalmente desaprovado. Só serviu pra piorar o nosso lado.
Na JCB-Elite, a única missão era destruir a LHA, custe o que custar. Com alguns ataques suspeitos, a comunidade entrou em um período de defesa, onde a nossa prioridade era apenas nos defender do grupo do Infinito. A comunidade se tornou moderada e nós discutíamos em OFF táticas de defesa e procurávamos qualquer indício de espionagem. (o que levou a desconfiarmos de um certo membro, que, segundo os nossos indícios e provas, seria o próprio Infinito. Este membro foi expulso) Neste período, Caçadora também tentou entrar para a LHA, mas foi barrada pelo Garoto Marvel.
Mantemos a guarda fechada desde então e a JCB-Elite teve o seu fim. Cada membro que participava foi para um lado, Caçadora acabou excluindo o seu perfil e ninguém soube ao certo o paradeiro do Infinito. Uns disseram que ele desistiu de Ligas pelo Orkut e outros que ele ainda esteja planejando algo contra a gente. Eu mesmo fiquei muito tempo com a defesa armada. A nossa guarda continuou fechada, mas nós passamos por um momento sem nenhum ataque terrorista, isto fez com que os membros se acalmassem um pouco.
O Funeral
_
Voltando à normalidade
Depois deste período de tensão, a comunidade teve um período de tranquilidade e pudemos nos concentrar em fazê-la crescer. Criamos quests e passamos por uma grande reciclagem de membros. Tiveram várias gerações de heróis da LHA, mas os clássicos se manteram sempre os mesmos: Garoto Marvel, Danispider, Rapman, Neturno, Combustão, Tecnopata, Kenan Iceberg, Darken e Alloy. Com a evolução da comunidade, criamos um blog, onde começamos a postar nossas aventuras (só que não deu muito prosseguimento) e o Tribunal LHA, onde nós, os veteranos supremos, decidíamos em OFF questões políticas de dentro da comunidade. Com o passar do tempo, eu acabei me tornando dono da comunidade e líder da liga, por ser o membro mais responsável, desde o início. Nesta liga, coloquei em cena pela primeira vez o Metal-Rapman, maior vilão da minha história, na qual criei uma quest onde a LHA interagiria diretamente na história do Rapman. Esta saga se chamou "O império Metal Rapman". A comunidade chegou ao seu auge na minha mão, com integrantes novos entrando a cada dia. Até então, estava tudo bem. Vencemos a guerra!
Depois de muitas brigas e dores de cabeça, conseguimos fazer a nossa liga de heróis se estabilizar. Aparentemente tínhamos vencido a guerra, e agora era só flores. Consegui uma amizade até maior com a minha equipe, que, até então, eram de contatos virtuais. Conheci a pessoa por trás de cada personagem daquele e quase me encontrei pessoalmente com um grupo quando fui ao Rio de Janeiro. Cheguei a conversar pelo telefone com Neturno para marcarmos, mas acabou não dando. Estava tudo muito bem, mas, como é de se esperar, a bonança não dura pra sempre... Uma hora o grupo enfrentaria outra decadência. Uma que pegaria a todos desprevenidos...
_

22 de jul. de 2009

JCB - Brigas internas

Logo que criei o Rapman, formei com alguns outros personagens do Orkut uma liga de super heróis, os Jovens Campeões. Manter uma convivência harmoniosa com pessoas de personalidades diferentes nem sempre é fácil, no caso desta liga, estávamos levando muito bem até que surgiu um motivo para a primeira peça do dominó ser derrubada.
_
Guerra Civil
Em uma época de auge da JCB, entra uma nova personagem, a Caçadora. Ela veio com uma idéia inovadora baseada no universo Marvel, a Guerra Civil. Neste episódio, a partir de uma lei assinada, todos os heróis tinham que se registrar para o governo, revelando a sua identidade secreta para o Estado. Nesta história, os heróis de todo o mundo, assim como o grupo internamente, se dividiu entre os pró-registro e os contra-registro. Sendo o primeiro aqueles que apoiavam/aceitavam a condição do governo, e, o segundo, a resistência.Dentro dos JCB, todos os integrntes eram contra o registro, com exceção de Infinito e Randon, que se uniram ao grupo de prós para caçar e entregar a resistência ao governo. Da mesma forma, os que se mantinham contra, tentavam acabar com a "ameaça pró-registro" para não precisarem se registrar.
Aconteceu que os heróis começaram a levar as ofensas e as disputas para o lado pessoal, atacando os adversários como se fossem inimigos. Há muito tempo,certos heróis tiveram que aturar as atitudes de outros, mas, neste episódio, tudo o que estava entalado acabou sendo dito por ambos os lados. Dois heróis principalmente levram isto ao extremo, Infinito e Garoto Marvel. Os dois travaram uma disputa de egos que acabou dividindo o grupo inteiro. Não mais pró e contra registro, mas o lado do Infinito e o lado do Marvel. A quest acabou com a separação total do grupo, fazendo todos os heróis irem cada um para um lado.
Nesta disputa, ao ponto pessoal, eu tentei me manter mais ou menos neutro, e planejei, por meio de depoimentos e mensagens instantâneas, um desfecho secreto sem que um lado soubesse o que eu estava dizendo para o outro. Surgiu assim, então, a idéia de se criar uma continuação para esta quest, a Guerra Civil - Brasil.
_
Guerra Civil - Brasil
Este episódio se passou no Brasil, onde o governo brasileiro tinha aprovado a lei e a resistência contra-registro começou a ser caçada como bichos. Esta quest seria a que todos os heróis deixariam o orgulho de lado e se uniniriam novamente para lutar contra um mal maior (Táquion, que estava por trás de toda a trama). Neste episódio, Caçadora não participou, pq tinha arrumado uma briga feia com Infinito, voltando para o lado pessoal mesmo.
A quest não surtiu exatamente o efeito esperado... Os heróis tiveram que se unir no final, mas muita coisa já tinha sido dita e o pavil já tinha sido aceso, para, a qualquer momento, explodir.
_
A separação do grupo
Os heróis se mostravam em um clima tenso uns com os outros. A parada estava realmente séria quando alguns heróis novos estavam entrando, como Danispider e Alloy, que pegaram a confusão pela metade. Misteriosamente, Caçadora reaparece na equipe, desta vez, "grande amiga" do Infinito. Aparentemente todos os insultos foram esquecidos pelos dois. Em algumas alfinetadas, esta sempre intervia defendendo (sutilmente) o herói. Aquela que estava do nosso lado na guerra civil e foi abertamente contra a postura do Infinito, agora estava do lado dele, sem um contexto que alguém entendesse. (não fico lendo página de recados dos outros) O lado do Infinito e o lado do Garoto Marvel ficaram mais distantes e os heróis já estavam meio que brigando entre si outra vez. Desta vez o foco era Marvel X Randon. O nível estava caindo cada vez mais e Marvel decidiu abandonar a liga para criar a sua própria. Marvel saiu, mas deixando o paviu aceso. Muitos ainda seguiam as idéias dele e Danispider se uniu ao Marvel e alguns amigos para, juntos, montarem uma liga, a LHA - Legião dos Heróis da América.
Infinito soube desta nova liga criada e tinha uma outra carta na manga. Precisava criar um plano B para manter o controle da comunidade, uma vez que Combustão (o então dono da comu) não era confiável. Assim surgiu a JCB - Elite, uma liga criada para atacar a liga rival (LHA), formada apenas com os membros mais confiáveis do JCB clássico. Em outras palavras, Infinito separou as maçãs "boas" das "estragadas". Começava aí, uma guerra não de heróis contra vilões, mas de heróis contra heróis.
_
Terceira Guerra Civil - O fim da liga
No JCB, outro problema veio a tona. Foi descoberto um blog do Infinito no qual ele zoava os membros da JCB. O conto mais famoso foi o "Panaca & Pancada", em que ele fazia uma sátira de uma Quest de Combustão tirando os heróis que participaram para bobos. Tecnopata era o panaca e Combustão o pancada.O paviu já estava aceso há muito tempo, mas este foi o estopim para a bomba explodir. Combustão abandonou a comunidade que era dono para ir para a LHA, deixando uma carta cheia de ofensas ao grupo do Infinito, revelando ainda outras coisas que não tinham vindo a conhecimento público. Neste passo, eu, como moderador e responsável agora pela comunidade, tive que tomar a única medida que me pareceu plausível. Decretei o fim definitivo dos JCB, encaminhando todos os heróis para o lado que se sentirem à vontade: JCB - Elite (o lado do Infinito) ou Legião dos Heróis da América (o lado do Marvel). Não havia mais chance para o JCB clássico, ele tinha se transformado num verdadeiro palco para a Terceira Guerra Civil. Pra piorar, todos os dados da antiga JCB foram misteriosamente apagados e os principais suspeitos acabaram sendo os próprios moderadores, com ênfase em Combustão . Isto deu ainda mais motivação ao Infinito para elevar a disputa cada vez mais.

Garoto Marvel 2028

Se fosse um desenho animado ou um filme com roteiro planejado, não acabaria assim. Acontece que, quando se lida com pessoas, a realidade é bem diferente da ficção. Só espero usar estas experiências com humanos para amadurecer a minha visão de roteiros... A Marvel e a DC deveriam fazer o mesmo.

21 de jul. de 2009

Jovens Campeões - JCB

Esta postagem e as outras desta Tag citam nomes de perfis ou pessoas reais, se você não quer que seu nome esteja aqui, me mande um e-mail que eu tiro ou substituo por um pseudônimo.
_
Recém criado o Rapman, eu estava desenvolvendo a personagem e colocando em prática sob várias formas. Foi no Orkut que eu assumi o perfil do herói e passei a controlá-lo em comunidades de RPG e coisas do gênero. Neste meio, eu me envolvia com outras personagens com super poderes, participando de várias aventuras, e sendo protagonista de muitas delas inclusive. Conheci alguns heróis, como o Infinito e o Combustão. Nesta convivência, surgiu a ideia de criarmos uma liga de super heróis. Surgiu daí, os Jovens Campeões Brasileiros - JCB.
Inicialmente, o grupo era formado por nove integrantes: Infinito, Combustão, Tecnopata, Rapman, Maga da Neve, Garoto Marvel, Neturno, Gaiden e Caos. Com o tempo, outros heróis foram vendo que o projeto estava dando certo e a comunidade só foi crescendo, até nós nos tornarmos uma verdadeira liga, referência e ponto de partida para outras que surgiram a partir da nossa. Nós fomos a primeira liga de super heróis neste formato no Orkut.
As aventuras se davam por meio de Quests, que eram missões criadas pelo moderador para os heróis interagirem e resolverem os problemas. Sempre que acabava uma missão, já tinha outra na fila, pois a galera era muito animada.
Nesta liga, eu já comecei com um e status um pouco grande, pois era um dos "legendários". Eu era um moderador, e o dono era o Combustão. Outro personagem de grande importância era o Infinito. Conheci ele antes de formarmos esta liga, quando ele me venceu em uma batalha em outra comunidade (sim, começamos com o pé esquerdo). A relação entre nós dois era respeitosa, mas não gostava muito de suas atitudes, principalmente quando ele bancava o "líder".
_
Primeiro vilão
Logo no início do da liga, nós dos jovens campeões criamos um vilão, que seria o nosso vilão em comum. Seu nome era Randon. Randon tinha a capacidade de copiar os poderes de quem visse, podendo assumir até três simultaneamente por um determinado tempo, o que o tornava um oponente bem difícil. Este vilão era um programa de computador que, na primeira aventura da liga, foi o desafio de uma sala de simulação. (Algo para testar a nossa postura em equipe mesmo)
Mais pra frente, quando a liga já tinha um certo percurso, Infinito e Tecnopata (o tecnológico da equipe), fazendo alguns reparos na sala de simulação, acabam, sem querer dando vida a Randon que, anteriormente, era virtual. Ele explode o laboratório, colhe algumas informações e parte em direção à Pequin, onde pretende encontrar um outro ser mais poderoso que ele, para, juntos, dominarem o mundo. Começa aí a saga "A libertação de Randon". Esta quest foi no estilo detetive, onde o grupo deveria colher pistas para encontrar a localização do vilão, descobrir o que ele pretendia e identificar as suas fraquezas, antes que ele nos encontrasse primeiro (Esta missão, posso dizer por mim, foi bem difícil... Típica de mestre final em jogo de aventura). A esta altura do jogo, Randon era controlado por um perfil independente. Na vida real, esta pessoa seria o irmão do Infinito, se não ele próprio. Um poder novo que este vilão teria era a forma Ultracampeão, na qual ele copiaria não três, mas todos os heróis simultaneamente, tornando-se invencível por um período de trinta segundos. Com isto, teríamos que evitar a todo o custo aparecermos na presença dele juntos.
Ao término desta quest, um desfecho imprevisível... Nem todos juntos poderíamos com Randon, muito menos com Táquion, seu parceiro mais forte do que ele. Então conseguimos vencer de uma outra forma. Ao invés de derrotá-lo em uma luta (o que seria quase impossível), fizemos com que ele entendesse de onde veio e porque estava ali, convertendo-o assim, para o lado do bem. A partir deste momento, Randon passou a fazer parte dos Jovens Campeões, sendo o braço direito do Infinito. Nisso, as missões seguintes dos Jovens Campeões seguiram com Randon do lado dos mocinhos. Estava tudo muito bem, mas, por alguma razão, eu não gostava desse cara... Não sei se era o estilo ou sei lá o quê, mas pra mim ele ainda era um lobo disfarçado de ovelha.
Foi neste período mais ou menos que entrou uma nova personagem à liga. Uma personagem que seria a chave para toda uma confisão que se geraria, a Caçadora.

Com a iniciativa que eu e um grupo de conhecidos do Orkut tivemos, nós criamos uma liga de super-heróis que foi referência para muitas outras. Juntos, nós formamos uma verdadeira família, mas, como em todas as famílias existem conflitos, na nossa não podia ser diferente. Quando egos muito grandes competem o mesmo espaço, uma confusão pode ser desencadeada. No nosso caso, acabamos gerando uma guerra... Cenas para os próximos episódios.

10 de mai. de 2009

Melecoman Vs. Turista Nazista



Até o final do ensino médio, eu estava estabilizado no rap e nos quadrinhos, afinal, eu tinha um parceiro para as duas áreas que era o meu melhor amigo. Nosso grupo era muito unido, e nós dois éramos como se fôssemos os pilares deste grupo.

A impressão que deu foi que o ocorrido aconteceu subitamente, mas este foi um processo que vinha se alimentando há tempos. Praticamente, de um dia para o outro, de melhores amigos, eu e TN passamos a nos tornar os piores inimigos. Uma briga muito séria entre nós dois acabou fragmentando todo o nosso grupo, dividindo metade para o meu lado, metade para o lado dele. Este, sem dúvida, foi o marco para o fim dos Estudantes Paladinos, sem nunca ter a oportunidade de ter sido produzido graficamente. Depois disso, cada integrante foi para um lado e um nem ficou tomando conhecimento do outro.

No rap não foi diferente, nós éramos conhecidos na escola como uma dupla, e, com o rompimento da dupla, a RapArt acabou e eu perdi novamente o interesse em fazer rap. As letras que fizemos juntos ficaram arquivadas no meu computador. Fechei o ano com um rap que eu tinha feito sozinho para o pré-vestibular (meu então grupo de amigos principal a partir de agora) e outro para o dia da consciência negra. Este rap eu usei rimas mais maduras do que as que eu usava antes e existiu como uma prova de que eu fazia rimas independente de um parceiro, mas marcaria o fim de um período como rapper... Por outro lado, quando nós éramos uma dupla, eu era o cara das rimas. Este também foi um marco para o início de um novo período do qual eu não precisasse de ninguém pra cantar comigo.

Os Estudantes Paladinos foi uma história que acabou sendo perdida no tempo, pois cada integrante foi para um lado e ninguém ficou com direito de usar a imagem do outro. Eu, há algum tempo, já estava transitando de identidade e assumindo uma nova mais própria. Não queria mais ficar com o Melecoman, mas queria continuar com a ideia de super-herói, então passei um período me reinventando. Com este processo de reinvenção, me estabilizei em uma ideia que eu vinha alimentando há algum tempo. Cheguei a Rabbit Run.

9 de mai. de 2009

Estudantes Paladinos

Ao entrar no ensino médio, criei um grupo de amigos do qual estava presente o meu melhor amigo, TN. Nós éramos muito unidos e fazíamos brincadeiras uns com os outros. Me sentia bem tendo amigos tão palhaços quanto eu. Nesta época, eu já tinha alimentado em mim uma grande fixação por super-heróis que começou no Mosquito-Radioativo. Talvez a grande influência para a criação desta série seria um desenho que passava na MTV com os VJs como super-heróis: Mega Liga. Eu e um outro colega tivemos a idéia de transformar o nosso grupo de amigos em super-heróis com poderes baseados nas suas personalidades. Formamos então a nossa própria liga, a Mega Liga de Estudantes Paladinos.
_
Ficha dos personagens:
Melecoman
- O garoto que, na vida real, tinha rinite alérgica e ficou conhecido por jogar um papél higiênico, após ter soado o nariz nele, no teto. O papél grudou e, acredito eu, está lá até hoje. O garoto era eu mesmo. Melecoman é um super herói bem versátil, com poderes de elasticidade e deformação. Geralmente ele ataca com o próprio corpo ou atira bolas de meleca.
Turista Nazista - Este meu amigo que era também o meu parceiro no rap. Turista pela camisa de havaiano que ele não tirava nunca e nazista pelo bigodinho mal feito que lembrava o Hittler. Como super, tinha uma prancha voadora e era especialista em bombas. Podia se explodir quando quisesse tbm.
Mulher Mil Germes - Uma garota que, após quebrar o braço, ficou sendo comparada (e se comparando) a um personagem de cinema que tinha germes no braço. Na história, era era uma alien que transformava os braços em tentáculos e sugava energia das pessoas.
Lagartozila - Uma garota que, sem saber, bebeu água do bebedouro que tinha virado piscina para lagartas de coqueiro (isto foi verdade mesmo). Para se transformar em heroína, ela tem que beber água de lagarto do seu cantil, que lhe daria super força (pelo par de braços a mais) e poderes venenosos.
Lanterna da Macumba Verde - Um dos idealizadores dos Estudantes Paladinos. Todos tinham medo dele na escola pelo fato de ele supostamente mecher com magia negra (ele era bem convincente nas mentiras). Na história ele tem o poder da telescinésia e da Macumba Verde.
Capitão Capetão - O peste da turma. Na roda de amigos ele era o terror. Como herói, Capitão Capetão tinha teletransporte e poderes de fogo. Ele vinha sempre acompanhado também de seu parceiro inseparável: o Cão Capetão.
Emola - A alta da turma que, na trama, ganha poderes de elasticidade. O codinome faz uma relação com o próprio nome desta pessoa.
Ninja do Sono - A típica aluna que sempre dorme na sala. Com seus traços orientais, ela se transformou em uma ninja que tem o poder de fazer o adversário dormir... Mas também de vez em quando ababa dormindo no meio da luta.
Estava formada uma liga com super-heróis pronta pra qualquer missão, inclusive no horário da aula.
_
História:
Cada personagem tem uma história única, não seguindo necessariamente a história real de cada um. (Capitão Capetão, por exemplo, ganhou o tridente mágico do Lanterna da Macumba Verde) As histórias de cada herói se chocam e os oito viram colegas de sala em uma escola bastante conturbada. Assim como os heróis, todos os vilões são baseados em amigos (e inimigos) nossos da época. Novos personagens foram entrando conforme o grupo foi crescendo também. As tramas se davam com questões cotidianas de uma escola, tipo um professor de educação física que escravizava os alunos, ou a mulher da cantina que colocava uma substância maléfica na merenda.

Desenvolvimento:
Apesar de ser uma história com uma narrativa boa, não me preocupei em construir quadrinhos em cima dela, mesmo porquê, eu estava me preocupando mais com o Claubin. A aplicação desta idéia ficou só na brincadeira do grupo. Cada um de nós assumiu a identidade do seu personagem e as histórias só ficavam na imaginação. Em um certo ponto, eu até comecei a levar mais a sério e construí cartõezinhos para cada herói e alguns pôsteres, mas não passou disso, pois a nossa história foi interrompida.



Os Estudantes Paladinos foram uma grande experiência no meu universo dos quadrinhos, pois, além de eu trabalhar com personagens com personalidades próprias (até então eu trabalhava com várias versões de mim mesmo), esta idéia me abriu um leque de outras idéias, principalmente no que diz respeito a super-heróis. A partir daqui, comecei a me especializar mais nesta área e o jovem Leonardo, o garoto magro e baixinho, passou a adquirir poderes e ser um diferencial entre o meio social. A partir de agora, eu era um super-herói!!!