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6 de dez. de 2009

The Rapman Book

Chegando ao final do semestre um trabalho diferente foi proposto como trabalho final de história da arte II. A proposta seria um vídeo com o tema "você como artista". Nunca tinha trabalhado com vídeo antes e a experiência foi bem legal. Consegui encontrar trabalhos muito antigos meus e fiz a cronologia de todas as minhas linhas de desenho até chegar aonde eu cheguei. O resultado final ficou muito bacana e eu gostei muito. Se eu fosse emo choraria toda vez que eu visse. Este vídeo é praticamente a minha história. Vejam e se emocionem.

http://www.youtube.com/watch?v=iZ2DtjHrssA

18 de jul. de 2009

Da Bird à Bailarina

A partir da estrutura geral de Rabbit Run, eu criei Rapman. Muitas das características foram passadas de uma história pra outra, e uma delas seria a minha personagem secundária mais importante já criada até então, a Bird.
Eu estava firme na ideia da permanência de uma personagem secundária do sexo feminino, para ser o braço direito do Rapman, mas, para entrar para a série, ela teve que se adequar em alguns pontos. O nome Bird foi mantido no início, mas não fazia muito sentido com a temática geral. As duas características que eu manti foram os poderes acrobáticos (que combinariam com os do Rapman) e o potencial de dançarina. Esta última característica eu queria explorar mais a fundo, agora que era mais adequada do que antes. Resolvi que a minha nova personagem seria, antes de qualquer característica, uma dançarina, então precisava de um nome que me desse uma ideia geral. Depois de uma pesquisa, a dançarina que me pareceu mais versátil para a proposta foi a bailarina, então fixei aí. Coloquei na minha super-heroína o nome de Bailarina.
Suas super habilidades olímpicas transmutaram-se para movimentos flexíveis e harmônicos de ballet, dos quais teriam a mesma proposta que os movimentos rápidos imprevisíveis do break. Sua trança dupla não chegou a virar um coque, mas uma trança única, que seria mais prática, sem se perder do original. E esta trança deixou de ser loira, pois a Bailarina passou a ser negra (mais ou menos). A princípio não coloquei saia nem a sapatilha adequada, mas depois vi que tinha que colocar. O uniforme foi planejado para combinar com o do Rapman. Acrescentei a ela um instrumento que equivaleria ao boné dele, duas fitas de ginástica rítmica, com as quais ela imobilizaria os inimigos e planaria (nisso eu começo a já imaginar poderes com o vento). Uma característica marcante dos dois seria o giro. Rapman teria como golpe coringa o giro de cabeça, a Bailarina, o giro de ponta. Mas os dois golpes teriam efeitos diferentes.
Desenvolvendo os poderes da Bailarina, eu comecei a perceber algumas coisas: Leveza, equilíbrio e flexibilidade. Estas seriam as principais características. Sua leveza era tanto que dava a ela capacidade do super pulo. Girando em torno de si no ar com as suas fitas abertas, ela poderia pseudo-planar e cair de qualquer altura sem se ferir. Esta habilidade também influi no equilíbrio, pois ela pode cair com um pé só em uma base muito pequena de qualquer altura que ela fica. A flexibilidade está mais associada à esquiva, mas ela caberia numa caixa, se quisesse.
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Rapman e Bailarina
Bailarina aparece na história da mesma forma que a Bird, como uma forasteira. As relações também são parecidas. No início eles se desentendem, mas depois acabam se tornando parceiros. Não penso em torná-los um casal, pois muita coisa que acontece na trama, como o envolvimento com coadjuvantes, depende que os dois não estejam "enrolados". Mas claro que depois de algum tempo patrulhando juntos muita coisa vai acontecer.
Entre as duas personagens, eu inverti o que tinha feito antes, colocando o masculino agora como a força e o feminino como delicadeza. Mas o feminino não seria inferior por causa disso, os dois continuam se mantendo em par de igualdade.
Desta vez, a personagem secundária do sexo feminino tem mais destaque, pois ela tem trama própria.

Bailarina acabou se tornando uma personagem completa. Com história própria e bem independente da minha linha principal. Com a pesquisa que eu fiz para esta personagem, comecei a gostar muito dela e dar uma atenção especial. Passei a admirar bailarinas e fui alimentando um gosto cada vez maior por elas. A partir deste ponto, eu comecei a dar uma atenção maior a estas dançarinas e remodelei totalmente a minha idealização de garotas perfeitas. As bailarinas só competiriam um pouco à frente com as b.girls (quando eu entrar para o break), mas ainda assim, eu continuo achando elas umas gracinhas.
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Um beijo à Raiara e à Wanessa, minhas amigas bailarinas. =*

21 de jun. de 2009

O final de uma história - Prisioneiro da minha imaginação

Após sair dos Estudantes Paladinos, eu passei por um período de transição de personagem e estacionei em Rabbit Run. Me encontrei nesta personagem e me identifiquei tanto com o resultado que comecei a assumir a sua a sua identidade. Na verdade, Rabbit foi criado neste intuito, mas chegou a um ponto que começou a sair do controle.
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Perdendo o controle
Rabbit foi uma personagem criada como o auter-ego do criador, logo, eu era o Rabbit. O que acontece, é que as aventuras do super herói descolado eram totalmente fictícias, então eu simplesmente me sentava no sofá ou ficava andando de um lado a outro da casa imaginando cena por cena cada episódio de Rabbit Run. Este hábito se tornou tão frequente que eu parei de desenhar ou viver certos momentos só pra ficar inventando as minhas histórias. Com Rabbit, eu podia saciar todas as minhas vontades pessoais com uma maior facilidade, era só imaginar (eu era popular, pegava garotas, corria sobre a água, viajava o mundo, aparecia na TV...). Só que, para viver para o Rabbit, eu estava aos poucos deixando de viver pra mim. Eu fugia dos meus problemas e não conseguia concretizar nada, porque, na minha mente, eu conseguia resolver tudo. Quando eu acordei e percebi isto, vi que estava fazendo mal pra mim. Só que as aventuras de Rabbit eram tão empolgantes, que eu não conseguia parar de inventar mais e mais. Foi então que eu tomei uma decisão. Resolvi criar um final para a série.
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Rabbit Run - O Fim
No decorrer da série, Rabbit constrói várias coisas e passa por várias experiências até se tornar o herói que ele era hoje. Um herói menos despreocupado com a vida e mais responsável com seus atos. O período da história é de exatamente um ano, quando Rabbit Conhece a Bird na metade do ano e os dois se tornam namorados quase no final.
No último dia do ano, Bird precisava voltar para a sua cidade natal, afinal, ela só passaria aquele semestre naquela cidade. Rabbit ficava muito deprimido, pois ela teria que ir embora justamente quando os dois estavam se dando bem, e Bird sentia a mesma coisa. A verdade é que um completava o outro e esta separação seria difícil para os dois. O episódio se passa no topo de um prédio de Vitória, osde Rabbit estava sentado olhando os movimentos e Bird aparece, sentando ao seu lado. Nisso, os dois ficam a tarde inteira relembrando os bons e os maus momentos que passaram juntos. O episódio, é, na verdade, uma retrospectiva de toda a série. Os dois assistem ao último pôr-do-sol juntos e Bird tem que ir, pois não podia perder o navio. Na partida, Rabbit acompanha da baía de Vitória sua namorada embarcando. Quando o navio já estava bem longe, Rabbit corre sobre a água atrás do navio e o alcança antes de ele antes de atingir o oceano. Segura nas mãos da Bird (os dois estavam sem máscara neste momento) e dá o último beijo da história. Depois de algumas palavras melosas (toda aquela baboseira de coração, alma gêmea, um dia nos reencontraremos, blá, blá, blá), os dois se despedem e Rabbit volta para a terra do mesmo jeito que foi ao navio, sem se importar com a sua identidade secreta. A partir de então Rabbit continuaria a sua vida como super-herói sozinho, mas levando tudo o que aprendera neste ano para o resto da vida. O episódio termina com o brilho do olhar úmido da Bird e fecha com uma nuvem em forma de coração no céu. Fim!
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[...]
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Viram como eu não sou um casca grossa? Também tenho um lado sensível. Foi necessário que eu desse um final a esta história, pois, só assim, eu conseguiria me livrar de virar um prisioneiro das aventuras de Rabbit e Bird. Rabbit Run foi a única série minha que teve início, meio e fim. Se esta série um dia vai pro papél ou teria uma continuação onde Rabbit enfrentaria novos desafios em uma nova temporada, eu não sei, mas uma coisa é certa, toda esta experiência contrubuiu incrivelmente para todo o contexto da minha nova série. Eu já estava em outra, e, desta vez, eu estacionei e PAREI no personagem ideal. A partir de todas as características que eu desenvolvi em Rabbit Run, eu aprimorei o contexto e criei o Rapman.

31 de mai. de 2009

Bird

(Imagem referente à última fase da Bird, não presente no texto)Com Rabbit Run, eu tinha um herói que poderia assumir a identidade e criar um contexto que pudesse me encaixar no imaginário. A maioria do que havia em Rabbit Run é um reflexo da minha vida pessoal. E o que tinha de mais pessoal na minha série, era a minha idealização de garota perfeita, a super heroína que me acompanharia e, principalmente, me completaria, Bird.
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Eu estava, nesta época, naquela fase de procura da garota perfeita. Então construí uma imaginária que responderia a todas as minhas idealizações. Sua principal característica física era uma trança dupla loira. Característica que teve que sofrer algumas alterações necessárias depois. Sua personalidade era, em síntese, a da minha pessoa só que na versão feminina, mas, pra não criar uma concorrência comigo e fazer o papel que eu não fazia, digamos assim, coloquei o inverso como personalidade "forjada". Ela se passava de uma pessoa séria e centrada nos seus objetivos, mas no fundo era igual a mim. Bird era praticamente a minha namorada imaginária (sim, eu começo a exagerar em um ponto desta época).
Todas as características da Bird vieram como um complemento do Rabbit, a começar pelo nome. Rabbit é coelho em inglês, ele atacava usando a super velocidade. Rabbit era o herói "rápido como um coelho". Bird é pássaro em inglês, ela ataca com sua super força e suas incríveis habilidades de saltos e equilíbrios. Bird era a heroína "leve como um pássaro". Uma outra característica, que não tem muita importância agora, mas vai ser de suma importância depois, é que a Bird assumia a função de dançarina na sua identidade secreta. Como eu, na vida real, cantava rap (consequentemente o Rabbit também), encontrei como uma dançarina a parceira que me complementasse. O poder da super força veio como o complemento para a super velocidade, assim eu teria a dupla perfeita. Tinha uma certa ideia de que a super força estaria indiretamente ligada ao masculino e, neste raciocínio e por eliminação, a super velocidade, ao feminino. Conscientemente, eu colocava a mulher como o dominante, apesar de Rabbit ser o "líder" do grupo e o nome dele sempre vir em primeiro. (Só de pensar nas profundas análises que meus amigos psicólogos vão fazer em cima desta declaração... Ai ai...).
Nesta disputa, eu explorava também uma guerra de sexos, onde os dois empatavam absolutamente (Já que Rabbit era o principal, talvez este seja um motivo para a Bird ter super força). Uma luta entre os dois sempre seria interrompida, assim, ninguém nunca saberia quem venceria.
Em um ponto da história, o que já estaria planejado desde o início acontece. Em uma cena idealizadamente romântica, o primeiro beijo dos dois surge por iniciativa dela. A partir daí a história continua, tendo os dois heróis como mais do que parceiros de luta.
Bird foi uma grande companheira e acompanhou Rabbit em muitas aventuras. Os dois juntos eram uma dupla e tanto... Só que chegaram a ser tão presentes na minha vida pessoal que eu tive que dar um fim a esta história.

30 de mai. de 2009

Rabbit Run

Basicamente do final de 2006 ao início de 2007, Eu estava em um processo de transição de personagem. Fatores como a exploração de uma identidade mais própria e, principalmente, a queda dos Estudantes Paladinos, me fizeram transitar na minha mente até me encontrar em um perfil que eu já havia construindo há algum tempo. Desde muito tempo eu já tinha um fascínio por super velocidade. Me encontrei mentalmente com a personalidade de um herói com este poder, o Flash. Isto me ajudou mais ainda na construção do perfil do meu mais novo herói. Aos poucos, eu já estava passando do cômico e não muito sério Melecoman ao descolado e cheio de atitude Rabbit Run.
A primeira quebra na estrutura da minha personagem foi a exploração de uma anatomia menos cartoon e mais HQ. O uniforme que eu usei nesta personagem também não era nada formal, era uma roupa mais descolada que colocava nele um estilo hip-hop (esta estrutura vai se encaixar perfeitamente na minha próxima fase). Com Rabbit, eu pude saciar (mentalmente) uma vontade que carregava há anos: correr sobre a água e pela parede. Nesta série, eu adicionei uma personagem secundária do sexo feminino, que também vai ser chave daqui pra frente.
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História
Leonardo (pela primeira vez assumindo a identidade da minha personagem em uma série independente) era um garoto que ostentava um dom especial, a super-velocidade. Ele não sabe como adquiriu esta habilidade, aparentemente já nasceu com ela. e esta seria uma questão que o perturbaria em vários momentos da história. Léo era meio despreocupado com a vida e não tinha muito um perfil de herói. Ele era meio largado e fazia muitas coisas por conta própria. Ele se encaixava mais na categoria de anti-herói. Recebeu de uns amigos o apelido de Rabbit (coelho em inglês), por ser bem esperto e ligeiro em quase todas as situações (menos com as garotas).
Foi em um assalto que Léo, pela primeira vez, usa o seu dom para ajudar uma pessoa, agindo heroicamente e impedindo uma catástrofe. Sua primeira aparição foi com uma máscara improvisada na hora, com sua própria bandana. Não se preocupou nem um pouco em criar um uniforme, agindo pela cidade com suas roupas comuns de hip-hop. Seu estilo era de "eu sou um herói, mas não tenho que dar exemplo a ninguém... Foda-se a ética, só quero fazer o meu trabalho". Se intitulou Rabbit Run, um herói rápido como um coelho.
Apesar desta política meio punk, Rabbit (como era chamado a partir de então) também era irreverente e conhecido pela sua personalidade de engraçadinho. Ele brincava muito com os vilões antes de capturá-los. Esta característica às vezes se voltava contra ele, o fazendo se dar mal. Eu não queria um herói perfeito.
Em algum ponto da história, uma estranha visitante chega na cidade. Ela também tinha um dom, o da super força e começa agindo na cidade também como uma heroína. Seu codnome era Bird (sobre a sua criação eu explico em outra postagem). De início os dois se estranham e chegam até a se tornar rivais. Mas, em um episódio em que os dois estavam encurralados, ambos tiveram que se revelar as identidades secretas e agir em parceria para salvar a cidade. A partir daí eles vão se entendendo e, aos poucos, se tornando parceiros.
Rabbit e Bird tinham personalidades diferentes, que se completavam. Rabbit era descuidado, descolado e piadista. Bird era planejadora, centrada e séria. Rabbit tinha super velocidade e, Bird, super força. Combinação perfeita para qualquer tipo de desafio.
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Desenvolvimento
De todas as minhas linhas aqui trabalhadas, Rabbit é a única que não tem nenhum registro, nem em desenhos, nem em textos. A construção de todos os personagens, história e afins nunca chegou a ir pro papel. Nem eu mesmo sei como é de fato o Rabbit Run, só sei que ele é parecido comigo. O que acontece é que eu passei tanto tempo só imaginando as histórias do Rabbit que nem parei pra desenhar. E isto me causou um certo problema depois. Rabbit também foi uma passagem tão rápida na minha vida que eu nem cheguei a explorá-lo a fundo e ele passou direto dos meus perfis virtuais e de um vídeo que eu fiz mais pra frente. Porém esta é uma personagem que vai contribuir em 75% na minha próxima série. Aquele que teria as roupas de hip-hop e o estilo descolado como marcas inegáveis.