31 de ago. de 2011
Estreando no Hip hop - B boy Rapman
CRJ - Centro de Referência da Juventude
30 de mai. de 2009
O Negro no Brasil
Desde primórdios da humanidade
A gente enxerga e se entrega a uma discriminação
Que viaja da república atual ao Brasil colonial
E nos trás a recordação
De que o negro foi tirado do seu povo,
Afastado da cultura e enviado pro Brasil
Foi maltratado, humilhado, pisado,
Jogado nesta "pátria que nos pariu".
Não se contendo em escravizar e tirar os seus direitos
Ainda deixam um grande trauma
Quando a sociedade branca, com uma cruz pendurada,
Diz que o negro não tem alma.
Ora... Como esta alma do europeu que era boa
Só pensando na lavoura e o que podia vender?
Mas era entre as chibatas que o escravo, açoitado,
Tinha muito mais alma que o seu Senhor podia ter.
Pra tentar escapar e restaurar sua cultura
Eles formavam os quilombos sempre à beira
Misturados com os índios e movimentos rápidos
Formou-se então a capoeira.
Por questões econômicas e pressão da Inglaterra
Finalmente abolimos a escravidão.
Mas o negro, ex-escravo, que se vê discriminado,
inicia no país uma favelização.
Pra algum tempo depois aparecer o camburão
E mandar ele pra prisão pra tirar ele da favela...
Mas se o Brasil aboliu a escravidão
CADÊ ESTA LIBERDADE QUE NÃO ENTROU LÁ NA CELA?
Cadê a justiça? O Brasil se calou?
Deus é por todos, mas a justiça não é cega.
Eles tentam convencer que o racismo acabou
Mas o nosso preconceito é um preconceito que se eleva.
Cadê a ordem e o progresso do país?
A gente tem lutar. Vamos reivindicar.
Construíram uma barreira que separa esta nação
Pra quê pichar? Se a gente pode DERRUBAR.
Pra quê esta barreira que separa esta nação
Se todos nós viemos de uma miscigenação?
Que enriquece e enobrece a cultura do país.
É a nossa voz que diz. E a de Deus... Por que não?
Nós somos filhos da terra que o branco pisou
Somos filhos da terra que o índio cultivou
Somos filhos da terra que o negro trabalhou
Demos origem a uma guerra que não tem vencedor...
Nosso povo é guerreiro, protegendo a nação.
Nosso povo é cabo-armeiro, nosso povo é capitão.
Nosso povo não tem medo de falar com emoção:
"EU SOU BRASILEIRO, LEVO MINHA COR NO CORAÇÃO".
Leonardo Luíz
10 de mai. de 2009
Melecoman Vs. Turista Nazista
9 de mai. de 2009
De volta ao rap
Outro motivo para eu talvez voltar a esta área seria o fato de eu ser muito baixinho e um alvo fácil para o "bulling". Eu não levei isto em conta na época, mas estive me analisando e vi que, sendo o "cara do rap", as pessoas iam me respeitar, e talvez tenha sido por isso que eu tenha começado com isto tudo. O rap era como se fosse a minha espada.
Junto com TN, eu estava mais motivado a fazer rimas por conta própria e fizemos algumas experimentações com os temas tédio, dengue e "tema nenhum". Nossa primeira apresentação juntos foi no dia do professor com o "rap do professor". E depois na igreja com "rarefeito" (uma versão aprimorada do rap do natal). Nossa parceria estava dando certo, fizemos letras pela primeira vez independentes de um acontecimento ou evento, como um rap falando de preconceito. Nos apresentamos duas vezes em passeatas cantando, respectivamente, "Estudante" e "Cidade abstrata" (uma letra abordando exploração sexual). Foi um sucesso! Estava voltando a me sentir um popstar, mas agora com mérito. Minhas rimas não eram mais infantis. Cantamos um rap para o aniversário da minha mãe (que mais tarde eu vou super reformular) e tínhamos planos para vários outros temas futuros. Fiz algumas rimas independentes para produção de texto, inclusive uma em forma de quadrinhos que mandei para um concurso. Juntos, formamos uma organização, a RapArt, seguindo os mesmos princípios da MusicArte. Nesta época, também, eu estava tão cheio de mim que entrei no meu primeiro duelo de rimas. Venci três primeiros idiotas que vieram me encarar, mas fui DETONADO, PISADO e MASSACRADO por um cada que chegou depois. Este acontecimento me deixou mal por umas duas semanas e me fez rever as minhas habilidades como rimador. Vi aí a importância da humildade para quem é MC. Isto enfraqueceu um pouco a minha carreira, mas não foi este o motivo para a minha novamente afastação.
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A amizade que eu tinha com TN contribuiu tanto para a minha vida no rap quanto pra minha vida nos quadrinhos. Foi a partir da minha rede de amizades da época que eu comecei a trabalhar em outra linha que estava sendo nos meus desenhos, os Estudantes Paladinos. Mas um fato sozinho vai romper com as duas ao mesmo tempo. Fato este que vai ser explicado nos próximos episódios. :P
