30 de mai. de 2009

Rabbit Run

Basicamente do final de 2006 ao início de 2007, Eu estava em um processo de transição de personagem. Fatores como a exploração de uma identidade mais própria e, principalmente, a queda dos Estudantes Paladinos, me fizeram transitar na minha mente até me encontrar em um perfil que eu já havia construindo há algum tempo. Desde muito tempo eu já tinha um fascínio por super velocidade. Me encontrei mentalmente com a personalidade de um herói com este poder, o Flash. Isto me ajudou mais ainda na construção do perfil do meu mais novo herói. Aos poucos, eu já estava passando do cômico e não muito sério Melecoman ao descolado e cheio de atitude Rabbit Run.
A primeira quebra na estrutura da minha personagem foi a exploração de uma anatomia menos cartoon e mais HQ. O uniforme que eu usei nesta personagem também não era nada formal, era uma roupa mais descolada que colocava nele um estilo hip-hop (esta estrutura vai se encaixar perfeitamente na minha próxima fase). Com Rabbit, eu pude saciar (mentalmente) uma vontade que carregava há anos: correr sobre a água e pela parede. Nesta série, eu adicionei uma personagem secundária do sexo feminino, que também vai ser chave daqui pra frente.
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História
Leonardo (pela primeira vez assumindo a identidade da minha personagem em uma série independente) era um garoto que ostentava um dom especial, a super-velocidade. Ele não sabe como adquiriu esta habilidade, aparentemente já nasceu com ela. e esta seria uma questão que o perturbaria em vários momentos da história. Léo era meio despreocupado com a vida e não tinha muito um perfil de herói. Ele era meio largado e fazia muitas coisas por conta própria. Ele se encaixava mais na categoria de anti-herói. Recebeu de uns amigos o apelido de Rabbit (coelho em inglês), por ser bem esperto e ligeiro em quase todas as situações (menos com as garotas).
Foi em um assalto que Léo, pela primeira vez, usa o seu dom para ajudar uma pessoa, agindo heroicamente e impedindo uma catástrofe. Sua primeira aparição foi com uma máscara improvisada na hora, com sua própria bandana. Não se preocupou nem um pouco em criar um uniforme, agindo pela cidade com suas roupas comuns de hip-hop. Seu estilo era de "eu sou um herói, mas não tenho que dar exemplo a ninguém... Foda-se a ética, só quero fazer o meu trabalho". Se intitulou Rabbit Run, um herói rápido como um coelho.
Apesar desta política meio punk, Rabbit (como era chamado a partir de então) também era irreverente e conhecido pela sua personalidade de engraçadinho. Ele brincava muito com os vilões antes de capturá-los. Esta característica às vezes se voltava contra ele, o fazendo se dar mal. Eu não queria um herói perfeito.
Em algum ponto da história, uma estranha visitante chega na cidade. Ela também tinha um dom, o da super força e começa agindo na cidade também como uma heroína. Seu codnome era Bird (sobre a sua criação eu explico em outra postagem). De início os dois se estranham e chegam até a se tornar rivais. Mas, em um episódio em que os dois estavam encurralados, ambos tiveram que se revelar as identidades secretas e agir em parceria para salvar a cidade. A partir daí eles vão se entendendo e, aos poucos, se tornando parceiros.
Rabbit e Bird tinham personalidades diferentes, que se completavam. Rabbit era descuidado, descolado e piadista. Bird era planejadora, centrada e séria. Rabbit tinha super velocidade e, Bird, super força. Combinação perfeita para qualquer tipo de desafio.
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Desenvolvimento
De todas as minhas linhas aqui trabalhadas, Rabbit é a única que não tem nenhum registro, nem em desenhos, nem em textos. A construção de todos os personagens, história e afins nunca chegou a ir pro papel. Nem eu mesmo sei como é de fato o Rabbit Run, só sei que ele é parecido comigo. O que acontece é que eu passei tanto tempo só imaginando as histórias do Rabbit que nem parei pra desenhar. E isto me causou um certo problema depois. Rabbit também foi uma passagem tão rápida na minha vida que eu nem cheguei a explorá-lo a fundo e ele passou direto dos meus perfis virtuais e de um vídeo que eu fiz mais pra frente. Porém esta é uma personagem que vai contribuir em 75% na minha próxima série. Aquele que teria as roupas de hip-hop e o estilo descolado como marcas inegáveis.

O Negro no Brasil

Esta letra é a primeira que eu considero digna de postar no blog. Cantei este rap no dia da consciência negra em 2007 na EEEM Dr Francisco Freitas Lima. Ele marca uma fase em que eu volto a cantar sozinho.


Desde primórdios da humanidade
A gente enxerga e se entrega a uma discriminação
Que viaja da república atual ao Brasil colonial
E nos trás a recordação
De que o negro foi tirado do seu povo,
Afastado da cultura e enviado pro Brasil
Foi maltratado, humilhado, pisado,
Jogado nesta "pátria que nos pariu".
Não se contendo em escravizar e tirar os seus direitos
Ainda deixam um grande trauma
Quando a sociedade branca, com uma cruz pendurada,
Diz que o negro não tem alma.
Ora... Como esta alma do europeu que era boa
Só pensando na lavoura e o que podia vender?
Mas era entre as chibatas que o escravo, açoitado,
Tinha muito mais alma que o seu Senhor podia ter.

Pra tentar escapar e restaurar sua cultura
Eles formavam os quilombos sempre à beira
Misturados com os índios e movimentos rápidos
Formou-se então a capoeira.
Por questões econômicas e pressão da Inglaterra
Finalmente abolimos a escravidão.
Mas o negro, ex-escravo, que se vê discriminado,
inicia no país uma favelização.
Pra algum tempo depois aparecer o camburão
E mandar ele pra prisão pra tirar ele da favela...
Mas se o Brasil aboliu a escravidão
CADÊ ESTA LIBERDADE QUE NÃO ENTROU LÁ NA CELA?

Cadê a justiça? O Brasil se calou?
Deus é por todos, mas a justiça não é cega.
Eles tentam convencer que o racismo acabou
Mas o nosso preconceito é um preconceito que se eleva.
Cadê a ordem e o progresso do país?
A gente tem lutar. Vamos reivindicar.
Construíram uma barreira que separa esta nação
Pra quê pichar? Se a gente pode DERRUBAR.
Pra quê esta barreira que separa esta nação
Se todos nós viemos de uma miscigenação?
Que enriquece e enobrece a cultura do país.
É a nossa voz que diz. E a de Deus... Por que não?

Nós somos filhos da terra que o branco pisou
Somos filhos da terra que o índio cultivou
Somos filhos da terra que o negro trabalhou
Demos origem a uma guerra que não tem vencedor...
Nosso povo é guerreiro, protegendo a nação.
Nosso povo é cabo-armeiro, nosso povo é capitão.
Nosso povo não tem medo de falar com emoção:
"EU SOU BRASILEIRO, LEVO MINHA COR NO CORAÇÃO".

Leonardo Luíz

10 de mai. de 2009

Melecoman Vs. Turista Nazista



Até o final do ensino médio, eu estava estabilizado no rap e nos quadrinhos, afinal, eu tinha um parceiro para as duas áreas que era o meu melhor amigo. Nosso grupo era muito unido, e nós dois éramos como se fôssemos os pilares deste grupo.

A impressão que deu foi que o ocorrido aconteceu subitamente, mas este foi um processo que vinha se alimentando há tempos. Praticamente, de um dia para o outro, de melhores amigos, eu e TN passamos a nos tornar os piores inimigos. Uma briga muito séria entre nós dois acabou fragmentando todo o nosso grupo, dividindo metade para o meu lado, metade para o lado dele. Este, sem dúvida, foi o marco para o fim dos Estudantes Paladinos, sem nunca ter a oportunidade de ter sido produzido graficamente. Depois disso, cada integrante foi para um lado e um nem ficou tomando conhecimento do outro.

No rap não foi diferente, nós éramos conhecidos na escola como uma dupla, e, com o rompimento da dupla, a RapArt acabou e eu perdi novamente o interesse em fazer rap. As letras que fizemos juntos ficaram arquivadas no meu computador. Fechei o ano com um rap que eu tinha feito sozinho para o pré-vestibular (meu então grupo de amigos principal a partir de agora) e outro para o dia da consciência negra. Este rap eu usei rimas mais maduras do que as que eu usava antes e existiu como uma prova de que eu fazia rimas independente de um parceiro, mas marcaria o fim de um período como rapper... Por outro lado, quando nós éramos uma dupla, eu era o cara das rimas. Este também foi um marco para o início de um novo período do qual eu não precisasse de ninguém pra cantar comigo.

Os Estudantes Paladinos foi uma história que acabou sendo perdida no tempo, pois cada integrante foi para um lado e ninguém ficou com direito de usar a imagem do outro. Eu, há algum tempo, já estava transitando de identidade e assumindo uma nova mais própria. Não queria mais ficar com o Melecoman, mas queria continuar com a ideia de super-herói, então passei um período me reinventando. Com este processo de reinvenção, me estabilizei em uma ideia que eu vinha alimentando há algum tempo. Cheguei a Rabbit Run.

9 de mai. de 2009

Estudantes Paladinos

Ao entrar no ensino médio, criei um grupo de amigos do qual estava presente o meu melhor amigo, TN. Nós éramos muito unidos e fazíamos brincadeiras uns com os outros. Me sentia bem tendo amigos tão palhaços quanto eu. Nesta época, eu já tinha alimentado em mim uma grande fixação por super-heróis que começou no Mosquito-Radioativo. Talvez a grande influência para a criação desta série seria um desenho que passava na MTV com os VJs como super-heróis: Mega Liga. Eu e um outro colega tivemos a idéia de transformar o nosso grupo de amigos em super-heróis com poderes baseados nas suas personalidades. Formamos então a nossa própria liga, a Mega Liga de Estudantes Paladinos.
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Ficha dos personagens:
Melecoman
- O garoto que, na vida real, tinha rinite alérgica e ficou conhecido por jogar um papél higiênico, após ter soado o nariz nele, no teto. O papél grudou e, acredito eu, está lá até hoje. O garoto era eu mesmo. Melecoman é um super herói bem versátil, com poderes de elasticidade e deformação. Geralmente ele ataca com o próprio corpo ou atira bolas de meleca.
Turista Nazista - Este meu amigo que era também o meu parceiro no rap. Turista pela camisa de havaiano que ele não tirava nunca e nazista pelo bigodinho mal feito que lembrava o Hittler. Como super, tinha uma prancha voadora e era especialista em bombas. Podia se explodir quando quisesse tbm.
Mulher Mil Germes - Uma garota que, após quebrar o braço, ficou sendo comparada (e se comparando) a um personagem de cinema que tinha germes no braço. Na história, era era uma alien que transformava os braços em tentáculos e sugava energia das pessoas.
Lagartozila - Uma garota que, sem saber, bebeu água do bebedouro que tinha virado piscina para lagartas de coqueiro (isto foi verdade mesmo). Para se transformar em heroína, ela tem que beber água de lagarto do seu cantil, que lhe daria super força (pelo par de braços a mais) e poderes venenosos.
Lanterna da Macumba Verde - Um dos idealizadores dos Estudantes Paladinos. Todos tinham medo dele na escola pelo fato de ele supostamente mecher com magia negra (ele era bem convincente nas mentiras). Na história ele tem o poder da telescinésia e da Macumba Verde.
Capitão Capetão - O peste da turma. Na roda de amigos ele era o terror. Como herói, Capitão Capetão tinha teletransporte e poderes de fogo. Ele vinha sempre acompanhado também de seu parceiro inseparável: o Cão Capetão.
Emola - A alta da turma que, na trama, ganha poderes de elasticidade. O codinome faz uma relação com o próprio nome desta pessoa.
Ninja do Sono - A típica aluna que sempre dorme na sala. Com seus traços orientais, ela se transformou em uma ninja que tem o poder de fazer o adversário dormir... Mas também de vez em quando ababa dormindo no meio da luta.
Estava formada uma liga com super-heróis pronta pra qualquer missão, inclusive no horário da aula.
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História:
Cada personagem tem uma história única, não seguindo necessariamente a história real de cada um. (Capitão Capetão, por exemplo, ganhou o tridente mágico do Lanterna da Macumba Verde) As histórias de cada herói se chocam e os oito viram colegas de sala em uma escola bastante conturbada. Assim como os heróis, todos os vilões são baseados em amigos (e inimigos) nossos da época. Novos personagens foram entrando conforme o grupo foi crescendo também. As tramas se davam com questões cotidianas de uma escola, tipo um professor de educação física que escravizava os alunos, ou a mulher da cantina que colocava uma substância maléfica na merenda.

Desenvolvimento:
Apesar de ser uma história com uma narrativa boa, não me preocupei em construir quadrinhos em cima dela, mesmo porquê, eu estava me preocupando mais com o Claubin. A aplicação desta idéia ficou só na brincadeira do grupo. Cada um de nós assumiu a identidade do seu personagem e as histórias só ficavam na imaginação. Em um certo ponto, eu até comecei a levar mais a sério e construí cartõezinhos para cada herói e alguns pôsteres, mas não passou disso, pois a nossa história foi interrompida.



Os Estudantes Paladinos foram uma grande experiência no meu universo dos quadrinhos, pois, além de eu trabalhar com personagens com personalidades próprias (até então eu trabalhava com várias versões de mim mesmo), esta idéia me abriu um leque de outras idéias, principalmente no que diz respeito a super-heróis. A partir daqui, comecei a me especializar mais nesta área e o jovem Leonardo, o garoto magro e baixinho, passou a adquirir poderes e ser um diferencial entre o meio social. A partir de agora, eu era um super-herói!!!

De volta ao rap

Ao chegar no ensino médio, levava muito do que aprendi no ensino fundamental, dentre os quais, a habilidade de fazer rimas. Habilidade esta que caiu em desuso, por eu não ter muito incentivo. Logo no primeiro dia de aula, eu conheci um brother que gostava das mesmas coisas que eu. Rap e quadrinhos. Foi aí que surgiu a ideia de voltar a fazer rap, mas agora com um parceiro, TN.
Outro motivo para eu talvez voltar a esta área seria o fato de eu ser muito baixinho e um alvo fácil para o "bulling". Eu não levei isto em conta na época, mas estive me analisando e vi que, sendo o "cara do rap", as pessoas iam me respeitar, e talvez tenha sido por isso que eu tenha começado com isto tudo. O rap era como se fosse a minha espada.
Junto com TN, eu estava mais motivado a fazer rimas por conta própria e fizemos algumas experimentações com os temas tédio, dengue e "tema nenhum". Nossa primeira apresentação juntos foi no dia do professor com o "rap do professor". E depois na igreja com "rarefeito" (uma versão aprimorada do rap do natal). Nossa parceria estava dando certo, fizemos letras pela primeira vez independentes de um acontecimento ou evento, como um rap falando de preconceito. Nos apresentamos duas vezes em passeatas cantando, respectivamente, "Estudante" e "Cidade abstrata" (uma letra abordando exploração sexual). Foi um sucesso! Estava voltando a me sentir um popstar, mas agora com mérito. Minhas rimas não eram mais infantis. Cantamos um rap para o aniversário da minha mãe (que mais tarde eu vou super reformular) e tínhamos planos para vários outros temas futuros. Fiz algumas rimas independentes para produção de texto, inclusive uma em forma de quadrinhos que mandei para um concurso. Juntos, formamos uma organização, a RapArt, seguindo os mesmos princípios da MusicArte. Nesta época, também, eu estava tão cheio de mim que entrei no meu primeiro duelo de rimas. Venci três primeiros idiotas que vieram me encarar, mas fui DETONADO, PISADO e MASSACRADO por um cada que chegou depois. Este acontecimento me deixou mal por umas duas semanas e me fez rever as minhas habilidades como rimador. Vi aí a importância da humildade para quem é MC. Isto enfraqueceu um pouco a minha carreira, mas não foi este o motivo para a minha novamente afastação.
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A amizade que eu tinha com TN contribuiu tanto para a minha vida no rap quanto pra minha vida nos quadrinhos. Foi a partir da minha rede de amizades da época que eu comecei a trabalhar em outra linha que estava sendo nos meus desenhos, os Estudantes Paladinos. Mas um fato sozinho vai romper com as duas ao mesmo tempo. Fato este que vai ser explicado nos próximos episódios. :P

Team Cat

Depois de Claubin, eu ampliei a minha visão para outras mídias, voltando um pouco os olhos para os vídeo-games. A partir das minhas experiências antigas e referências de jogos que eu gostava muito, decidi criar uma série só para esta mídia. Aproveitei a idéia dos Anisups, que tinha sido arquivada, mudei um pouco os personagens, acrescentei um estilo mais maduro no traço e criei a Team Cat.
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História
Em um mundo onde os gatos dominavam, um rato sequestra a princesa e, juntamente com seu exército de ratos, toma o poder e se coloca como rei, escravizando todos os gatos deste lugar. Um trio de agentes especiais é chamado pelo rei para resgatar a princesa e devolver o trono para quem realmente tem direito, eles eram a Team Cat. Gary (modificado do Hirap), um gato verde com um estilo radical, carregava um foguete nas costas, que usava para dar pequenos voos e atacar os adversários; Dase (Baseada na Dase mesmo), uma gata rosa bem feminina e sensual, usava das suas incríveis habilidades ninja para atacar e alcançar lugares diferentes; Tony (Baseado no Leosreggae), um gato azul, grande e forte, era a força bruta do grupo, o que geralmente enfrentaria os maiores perigos.
Juntos, estes três gatos deveriam invadir o castelo, enfrentar todo o exército de ratos e coletar todas as chaves dentro das fases para ir abrindo as portas do castelo e acessar a sala do trono, onde enfrentariam o mestre final, o rato rei. Para conseguir estas chaves, os gatos teriam que passar por inúmeros desafios, às vezes individuais, às vezes em parceria. À medida em que iam evoluindo no jogo, iam aprendendo habilidades, que teriam que usar no decorrer do jogo. Ao derrotar o mestre final, os gatos salvam a princesa e a coroa retorna ao rei gato.
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Desenvolvimento
Este jogo foi planejado como RPG com uma área para exploração. Era apenas para um jogador, mas este tinha que necessariamente controlar os três personagens em períodos diferentes. Haviam momentos em que apenas um personagem era controlado, em áreas de acesso individual para cada personagem específico. (Por exemplo em uma fase em que Gary voa com seu foguete). Este jogo, assim como o do Claubin, nunca saiu do papél pelos mesmos motivos. (sim, eu só estava criando por criar... quem sabe no futuro eu volote nele...)

A partir de Tean Cat, eu comecei a imaginar uma versão para os games com todas as séries que eu trabalhei daqui pra frente. Ela nunca chegou a ocupar a minha linha de desenhos principal, esta linha ainda estava acontecendo paralela ao Claubin, que ainda era a minha marca. Claubin só vai deixar de ser a minha linha principal lá na frente com um personagem mais "revolucionário".

4 de jan. de 2009

Claubin nos games

Com a evolução dos meus personagens, comecei a pensar um pouco mais alto em relação a eles. A minha linha de produção principal era os quadrinhos. A animação, que está diretamente relacionada, seria a segunda fase, mas isto era só questão de adaptação. Nada muito distante do que eu já vinha produzindo. Por esta razão, dei uma de apressado e pulei logo da primeira para a terceira fase, os vídeo-games.

Jamais pensei na possibilidade de os jogos virtuais substituirem a minha carreira com os quadrinhos. Imaginei uma linha de trabalho paralela, na qual eu usaria os quadrinhos como base para a criação de um game. Adaptei, então, o meu personagem principal em um jogo que eu vinha desenvolvendo baseado nas minhas séries preferidas (Sonic, Mário, Crash Bandicoot). Surgia Claubin em Box Island.
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História
Misteriosamente, Claubin e toda a turma acordam em um lugar estranho e se unem para procurar uma saída. Nisso que eles exploram o local, descobrem que estavam presos em uma ilha (Box Island), dominada por um Alien que ostentava um anél do poder. Com este anél, ele fazia de todas as criaturas da ilha seus prisioneiros. O Alien tinha planos de dominar a Terra inteira e montara um Vórtex na sua órbita. Para escapar da ilha e ter acesso ao Vórtex para salvar a Terra, Claubin e sua turma se dividem em duplas para explorar os diferentes pontos da ilha a fim de encontrar todas as chaves e entrar na nave para, com isso, chegar até o Vórtex e impedir que o Alien atire contra a Terra. Somente eles poderiam resolver o problema, pois eles eram os únicos a saber e não tinham como se comunicar com o resto do mundo, portanto, começaram uma corrida contra o tempo em busca de tais chaves perdidas na ilha.
O jogo era de uma interação tal que você só conseguiria completar 100% do jogo se jogasse com todas as duplas e encontrasse todas as chaves. Jogando apenas com uma, você teria o que chamam de "final falso". A partir do momento em que os personagens entram na nave, o jogador começa a controlar todos os personagens em diferentes partes, e não mais dois. O mestre final era o próprio Alien, que, quando derrotado e seu Vórtex desativado, este caía de encontro a Terra. Ao longo do jogo inteiro, os personagens iam coletando novas habilidades, esta era a hora para botar estas habilidades em prova, quando eles devem chegar à Terra antes do Vórtex e impedir o impacto.
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desenvolvimento
O jogo foi planejado como aventura/RPG no estilo plataforma. Era possível o controle de, no máximo dois jogadores. Por falta de recursos e nenhuma base, o jogo nunca saiu do papél, ficando arquivado e somente servindo de base para outras idéias que viriam mais pra frente.
*Os personagens abaixo faziam parte da série Claubin, mas nem todos entraram para o jogo.A idéia de um jogo de vídeo-game foi um dos passos que me fez ver como Claubin tinha dado certo. Eu não pensava em criar um software por mim mesmo, mas só a elaboração de um jogo me fez ter várias idéias depois desta. Imaginei uma versão de Claubin para um jogo de corrida e depois fui mais longe, a ponto de elaborar, um pouco mais pra frente, jogos independentes das minhas séries principais.

29 de dez. de 2008

Claubin

Com a super saturação dos anisups na minha mente, resolvi criar uma coisa totalmente nova. Não queria trabalhar mais com animais, mas sim com humanos, pois sentia falta de me identificar com a minha criação. Descobri que o caminho que mais agradava não era a super complexidade, como nos anisups, nem o fabulismo, como nos novos anisups, mas o cotidiano. As pessoas, assim como eu, gostavam de se identificar nos personagens, então recorri ao simples. Uma família. À luz do que eu vinha passando, resolvi criar um personagem que fosse eu, só que em outra pessoa. Eu estava morando na casa da minha tia nesta época, então o meu contexto correu em cima da minha própria história. Eu precisava de um nome, então eu montei o personagem com base no meu melhor amigo da época, Glaubin. Daí nascia Claubin.
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História
Claubin era um garoto que conseguiu bolsa em uma escola em outro estado. Para estudar nesta escola, Claubin saiu de casa para passar o ano na casa da sua tia, onde iria conviver com seus primos Bily e Bia. Eles tinham um gato chamado Flampi, que, a princípio, era só um personagem secundário, mas acabou ganhando uma atenção a mais. Na nova cidade, Claubin faz novos amigos, entrando para um clube, mas também faz inimigos, visto que o líder do clube rival tinha histórias e assuntos pendentes com ele. A história se desenrola nos conflitos travados pelos dois grupos e o conflito interno de Claubin, tendo que equilibrar a escola com o clube com a dificuldade de se viver longe de casa. Não é muito evidente, mas a história de Claubin tem uma cronologia própria. É possível notar que a série trabalha com cada personagem individualmente, mostrando a evolução e a especificidade de cada um.
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Desenvolvimento
Claubin marcou o início da minha carreira com os quadrinhos em um trabalho apresentável. Diferente dos projetos anteriores, neste eu fiz de tudo para que se tornasse uma revistinha séria, tomando por base tudo o que eu tinha aprendido até então. Organizei melhor as minhas idéias, usei régua para construir os quadros, caprichei na letra dos balões e plastifiquei as capas. Realmente, foi um trabalho digno. Na primeira edição, eu abordei o início de toda a complicação da série, com apresentação de contexto e personagens. Pode-se observar uma radical evolução só dentro da primeira edição. A partir da segunda, as histórias seguiriam independentes, mas sempre com uma pequena cronologia.
Na segunda edição, claubin assume a identidade de um super-herói, saindo nas ruas de sua cidade para combater o mal (Claubin não tinha super-poderes, isto foi uma aventura de pré adolescente). Ele se vestia com uma fantasia de carnaval e se intitulava o "Mosquito Radioativo", com seu parceiro inseparável o "Gato Prodígio" (Flampi). Foi nesta época em que o meu interesse por super-heróis teve sua origem. Comecei a ver com o tempo o Mosquito radioativo menos como piada e mais como um personagem a parte.
Na terceira edição eu já demonstrava bastante firmeza no traço e pintura cada vez mais forte e chamativa. Dei uma grande valorização ao cenário, o que enriqueceu muito o meu gibi. Sentia que as minhas piadas iam ficando cada vez mais inteligentes e engraçadas. A revistinha estava ficando um pouco menos infantil. Nesta edição, eu abordei a entrada de um novo personagem, o Kangaroo, um canguru boxeador. Recheei as páginas de ação e linhas de movimento. A história estava muito bem elaborada, mas com o fato de outras coisas estarem ocupando a minha vida, acabei deixando esta edição inacabada.
Mas Claubin foi bem além das revistinhas. Este personagem se tornou a minha marca, sendo protagonista de alguns outros meios de comunicação que eu tinha em mente. Misturando rap com quadrinhos, formei a minha primeira organização na qual Claubin era o mascote. A MusicArte.
Claubin foi sem dúvida uma idéia genial e posso dizer que foi a minha primeira linha de desenho que deu certo. Os exemplares continuam ilesos até hoje e eu ainda os utilizo no meu mostruário. Mas por motivos externos como a escola e o rap, que estava ressurgindo em mim, eu interrompi esta série e deixei Claubin como uma idéia arquivada, para que um dia, quem sabe, eu a retome. Ainda assim, os meus planos com o Claubin não sumiram do nada, comecei a explorar outros meios de comunicação, como os vídeo-games.

Conhecendo o rap

Depois de passar um período morando em Baixo Guandu, voltei para a cidade grande e comecei a criar um gosto musical próprio. A grande influência foi Gabriel o Pensador, que, com suas letras inteligentes, rimas bem elaboradas e mensagens super bem pensadas, me fez cair no gosto do rap e pesquisar mais. Não cansava de ouvir seu CD e decorava todas as músicas para cantar para os meus amigos, o que me fez ficar conhecido por isto na escola.
Certo dia, a minha professora de português passou um trabalho para que fizéssemos uma apresentação sobre a educação. Como eu já tinha uma fama, ela me sugeriu fazer um rap. Abracei a ideia e, a partir de uma letra do Gabriel o Pensador, eu fui substituindo as palavras e mudando a ideia até abordar o tema proposto. Cantei este rap para a escola inteira e foi o maior sucesso. Vi que tinha dom para a rima. Todos ao meu redor gostavam e eu me sentia muito bem com isto.
Comecei a trabalhar nas minhas próprias letras, sempre por algum motivo que eu cantaria. A primeira letra totalmente minha foi um rap pro meio ambiente que eu também cantei na escola. Meu tio, que era gerente de um supermercado, viu o meu talento e pediu para que eu fizesse um rap para ele. Fiz este rap e, no aniversário do supermercado, eu cantei pra várias pessoas que estavam no estacionamento. Em sequência, eu fiz um rap pro natal, que fui pedido para cantar em vários lugares. Desde a sala de aula até o ônibus escolar. A 6ª série, realmente, foi o período em que eu me senti um verdadeiro popstar. Conhecido em toda a escola como o "garoto do rap".
Com o passar do tempo, eu fui crescendo e minhas rimas foram evoluindo. Criei um rap para o professor e outro para o estatuto da criança e do adolescente. Estes dois, juntamente com o do natal, sobreviveram mais do que qualquer outro e me acompanharam, inclusive, na próxima fase. Quando minhas letras ficaram mais bem pensadas. Dei uma reformulada no rap do natal para, com ele, fazer um trabalho envolvendo a sala de aula inteira. Me senti bastante honrado no início, mas não fiquei tão contente assim com o resultado final. Fiquei com o sentimento de que não foi tão bom assim. Por este motivo e a falta de incentivo da escola (só fazia letras de rap para a escola), deixei de criar minhas letras. Vivi o meu momento de popstar, mas achei que era forssação de barra, então deixei esta vontade guardada para renascer mais pra frente, quando eu encontrei um novo incentivo.

28 de dez. de 2008

Anisups 2

Com a volta para a cidade grande, comecei a receber novas influências além de Pokemon e Dragon Ball. Tais influências vinham principalmente do humor dos gibis, onde eu comecei a assinar as revistinhas da Turma da Mônica. Algo que realmente me prendia a uma revistinha era o cômico, então decidi investir nesta área. Comecei a trabalhar com o Cartum. Uma série, mais do que todas as outras (talvez não mais do que pokemon), me impressionou verdadeiramente. Um personagem apareceu na minha vida, me tornando um fã seguidor até hoje, era o Sonic.
Eu era vidrado no Sonic e respeitava tudo o que ele fazia. Aqui começaram dois desejos meus: a super-velocidade (que eu vou restaurar mais pra frente) e a antropomorfagia em animais, esta eu quis aproveitar agora.
De início, eu fiz uma radical transformação nos meus antigos Anisups. Eles que, antes eram meio animais meio humanos, agora eram totalmente animais, que agiam, falavam e se comportavam como pessoas. Me converti ao "fabulismo". O velho M, que antes era um menino esquilo, agora se transformou em um guachinin, mantendo as mesmas habilidades. N, que antes era o personagem secundário e um menino guachinim, se tornou um esquilo, assumindo a mesma função de antes, mas não mais como antagonista, como coadjuvante. O ambiente também mudou, eles viviam em uma floresta como uma civilização e a história foi reduzida ao mínimo. Eram simplesmente uma civilização de animais especiais desconhecida pelos humanos. Dentro desta segunda geração de anisups, várias modificações foram feitas até que se chegasse a um resultado no qual eu me estabilizasse um pouco.
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História
Dentro de uma civilização de animais que agiam e falavam como humanos, quatro em especial se destacaram, sendo que cada um possuia uma habilidade especial. Hirap era um guachinin que podia voar com o simples girar do seu rabo; Leosreggae era um esquilo que tinha um alto poder de aderência e podia escalar qualquer lugar; Dase era uma gata que podia pular mais alto do que qualquer outro, ela também tinha unhas tão fortes que cortavam qualquer coisa; Denise era uma coelha que chamava atenção por sua incrível velocidade sobre duas patas.
Os quatro eram verdadeiramente amigos e foram marcados entre a civilização como os protetores da floresta. Juntos, eles impediam que qualquer mal acabasse com o equilíbrio da civilização, inclusive os caçadores, que eram os principais antagonistas (uma crítica à invasão dos humanos ao espaço dos animais. Mas claro que nesta época eu não tinha consciência disto).
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Desenvolvimento
A primeira edição terminada com os novos anisups era um desafio em dois âmbitos diferentes da minha vida. O desenho e o rap, que eu tinha acabado de descobrir. Fiz a revistinha inteira com as falas e onomatopéias convergindo em rimas. Foi complicado desenvolver, mas consegui e os meus amigos gostaram. A partir daí, criei a segunda edição e dei início a algumas possibilidades para uma terceira, mas a idéia já estava enfraquecendo e eu já estava partindo pra outra. Apenas a segunda edição eu tenho como amostra até hoje. Todos os outros registros se perderam com o tempo.

Com a segunda geração dos anisups, eu passei para o estilo cômico, dando menos ênfase à história e mais ao humor. O estilo cartoon continuou na minha carreira, mas eu vi que faltava alguma coisa. Eu não me identificava com os meus personagens como me identificava antes. Então deixei esta idéia de molho e parti para uma outra linha de desenho paralela, agora trabalhando com seres humanos.