21 de jun. de 2009

O final de uma história - Prisioneiro da minha imaginação

Após sair dos Estudantes Paladinos, eu passei por um período de transição de personagem e estacionei em Rabbit Run. Me encontrei nesta personagem e me identifiquei tanto com o resultado que comecei a assumir a sua a sua identidade. Na verdade, Rabbit foi criado neste intuito, mas chegou a um ponto que começou a sair do controle.
_
Perdendo o controle
Rabbit foi uma personagem criada como o auter-ego do criador, logo, eu era o Rabbit. O que acontece, é que as aventuras do super herói descolado eram totalmente fictícias, então eu simplesmente me sentava no sofá ou ficava andando de um lado a outro da casa imaginando cena por cena cada episódio de Rabbit Run. Este hábito se tornou tão frequente que eu parei de desenhar ou viver certos momentos só pra ficar inventando as minhas histórias. Com Rabbit, eu podia saciar todas as minhas vontades pessoais com uma maior facilidade, era só imaginar (eu era popular, pegava garotas, corria sobre a água, viajava o mundo, aparecia na TV...). Só que, para viver para o Rabbit, eu estava aos poucos deixando de viver pra mim. Eu fugia dos meus problemas e não conseguia concretizar nada, porque, na minha mente, eu conseguia resolver tudo. Quando eu acordei e percebi isto, vi que estava fazendo mal pra mim. Só que as aventuras de Rabbit eram tão empolgantes, que eu não conseguia parar de inventar mais e mais. Foi então que eu tomei uma decisão. Resolvi criar um final para a série.
_
Rabbit Run - O Fim
No decorrer da série, Rabbit constrói várias coisas e passa por várias experiências até se tornar o herói que ele era hoje. Um herói menos despreocupado com a vida e mais responsável com seus atos. O período da história é de exatamente um ano, quando Rabbit Conhece a Bird na metade do ano e os dois se tornam namorados quase no final.
No último dia do ano, Bird precisava voltar para a sua cidade natal, afinal, ela só passaria aquele semestre naquela cidade. Rabbit ficava muito deprimido, pois ela teria que ir embora justamente quando os dois estavam se dando bem, e Bird sentia a mesma coisa. A verdade é que um completava o outro e esta separação seria difícil para os dois. O episódio se passa no topo de um prédio de Vitória, osde Rabbit estava sentado olhando os movimentos e Bird aparece, sentando ao seu lado. Nisso, os dois ficam a tarde inteira relembrando os bons e os maus momentos que passaram juntos. O episódio, é, na verdade, uma retrospectiva de toda a série. Os dois assistem ao último pôr-do-sol juntos e Bird tem que ir, pois não podia perder o navio. Na partida, Rabbit acompanha da baía de Vitória sua namorada embarcando. Quando o navio já estava bem longe, Rabbit corre sobre a água atrás do navio e o alcança antes de ele antes de atingir o oceano. Segura nas mãos da Bird (os dois estavam sem máscara neste momento) e dá o último beijo da história. Depois de algumas palavras melosas (toda aquela baboseira de coração, alma gêmea, um dia nos reencontraremos, blá, blá, blá), os dois se despedem e Rabbit volta para a terra do mesmo jeito que foi ao navio, sem se importar com a sua identidade secreta. A partir de então Rabbit continuaria a sua vida como super-herói sozinho, mas levando tudo o que aprendera neste ano para o resto da vida. O episódio termina com o brilho do olhar úmido da Bird e fecha com uma nuvem em forma de coração no céu. Fim!
_
[...]
_
Viram como eu não sou um casca grossa? Também tenho um lado sensível. Foi necessário que eu desse um final a esta história, pois, só assim, eu conseguiria me livrar de virar um prisioneiro das aventuras de Rabbit e Bird. Rabbit Run foi a única série minha que teve início, meio e fim. Se esta série um dia vai pro papél ou teria uma continuação onde Rabbit enfrentaria novos desafios em uma nova temporada, eu não sei, mas uma coisa é certa, toda esta experiência contrubuiu incrivelmente para todo o contexto da minha nova série. Eu já estava em outra, e, desta vez, eu estacionei e PAREI no personagem ideal. A partir de todas as características que eu desenvolvi em Rabbit Run, eu aprimorei o contexto e criei o Rapman.